ENARE/ENAMED — Prova 2023
Sobre a rubéola congênita, assinale a alternativa correta.
Rubéola congênita: ↑ risco transmissão/malformações nas primeiras 10 semanas, estendendo-se até 18-20 semanas.
A rubéola congênita é mais grave quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre, com o período de maior risco para malformações se estendendo até a 18ª-20ª semana de gestação, devido à organogênese.
A rubéola congênita é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação. Apesar da disponibilidade da vacina tríplice viral, surtos ainda ocorrem, tornando crucial o conhecimento sobre a doença. A gravidade e o tipo das malformações congênitas dependem diretamente da idade gestacional no momento da infecção materna, sendo o primeiro trimestre o período de maior vulnerabilidade fetal. A fisiopatologia envolve a replicação viral em diversos tecidos fetais, levando a danos celulares e interrupção do desenvolvimento orgânico. O diagnóstico da infecção materna é sorológico, e a suspeita de rubéola congênita surge com a presença de malformações características ao ultrassom ou após o nascimento. As manifestações podem ser transitórias (ex: púrpura, hepatoesplenomegalia), permanentes (ex: surdez, cardiopatia, catarata) ou tardias (ex: diabetes mellitus, tireoidopatias). O tratamento da rubéola congênita é de suporte, focado no manejo das malformações e complicações. Não há tratamento antiviral específico para a infecção fetal. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil e da triagem sorológica pré-natal para identificar suscetíveis. O prognóstico varia conforme a extensão e gravidade das malformações, sendo a surdez neurossensorial a sequela mais comum e persistente.
O maior risco de malformações ocorre quando a infecção materna acontece nas primeiras 10 semanas de gestação, mas o risco significativo pode se estender até a 18ª-20ª semana.
As manifestações clássicas incluem catarata, glaucoma, cardiopatias (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial.
A prevenção primária é feita pela vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação, idealmente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
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