Rubéola Congênita: Risco de Transmissão e Malformações Fetais

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Sobre a rubéola congênita, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Perda auditiva é a manifestação mais comum e usualmente é condutiva bilateral, e a severidade varia de moderada a grave, com progressão ao longo do tempo.
  2. B) Cerca de 50% apresentam algum tipo de defeito cardíaco estrutural, sendo mais comuns os defeitos de septo cardíaco.
  3. C) O risco de transmissão materno-fetal é maior nas primeiras 10 semanas de gestação, e o risco de ocorrer malformações prolonga-se até a 18ª e a 20ª semana.
  4. D) As manifestações tardias de diabete melito e das patologias da tireoide são bastante comuns, afetando mais de 1/3 dos casos até a adolescência.
  5. E) O uso de imunoglobulina para tratamento da rubéola materna garante proteção contra a infecção do feto.

Pérola Clínica

Rubéola congênita: ↑ risco transmissão/malformações nas primeiras 10 semanas, estendendo-se até 18-20 semanas.

Resumo-Chave

A rubéola congênita é mais grave quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre, com o período de maior risco para malformações se estendendo até a 18ª-20ª semana de gestação, devido à organogênese.

Contexto Educacional

A rubéola congênita é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação. Apesar da disponibilidade da vacina tríplice viral, surtos ainda ocorrem, tornando crucial o conhecimento sobre a doença. A gravidade e o tipo das malformações congênitas dependem diretamente da idade gestacional no momento da infecção materna, sendo o primeiro trimestre o período de maior vulnerabilidade fetal. A fisiopatologia envolve a replicação viral em diversos tecidos fetais, levando a danos celulares e interrupção do desenvolvimento orgânico. O diagnóstico da infecção materna é sorológico, e a suspeita de rubéola congênita surge com a presença de malformações características ao ultrassom ou após o nascimento. As manifestações podem ser transitórias (ex: púrpura, hepatoesplenomegalia), permanentes (ex: surdez, cardiopatia, catarata) ou tardias (ex: diabetes mellitus, tireoidopatias). O tratamento da rubéola congênita é de suporte, focado no manejo das malformações e complicações. Não há tratamento antiviral específico para a infecção fetal. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil e da triagem sorológica pré-natal para identificar suscetíveis. O prognóstico varia conforme a extensão e gravidade das malformações, sendo a surdez neurossensorial a sequela mais comum e persistente.

Perguntas Frequentes

Qual o período de maior risco para malformações na rubéola congênita?

O maior risco de malformações ocorre quando a infecção materna acontece nas primeiras 10 semanas de gestação, mas o risco significativo pode se estender até a 18ª-20ª semana.

Quais são as manifestações mais comuns da síndrome da rubéola congênita?

As manifestações clássicas incluem catarata, glaucoma, cardiopatias (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial.

Como prevenir a rubéola congênita?

A prevenção primária é feita pela vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação, idealmente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

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