UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Lactente de 2 meses de vida é trazido ao serviço de cardiologia para realização de ecocardiograma agendado, para acompanhar um “buraco no coração”, segundo a mãe, que também relata que a avaliação auditiva diagnosticou surdez, através de potencial evocado. Ao exame físico, o lactente está em bom estado geral, à ectoscopia dos olhos é notada provável catarata à direita e o ecocardiograma detecta persistência do canal arterial, de tamanho pequeno, sem repercussão hemodinâmica. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é:
Rubéola congênita → tríade clássica: cardiopatia (PCA), catarata e surdez neurossensorial.
A rubéola congênita é uma infecção TORCH que pode causar uma série de malformações, sendo a tríade de Gregg (cardiopatia, catarata e surdez) a apresentação clássica. A persistência do canal arterial é uma das cardiopatias mais comuns.
A rubéola congênita é uma infecção viral que ocorre quando a gestante é infectada pelo vírus da rubéola durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. A transmissão vertical pode levar a uma série de malformações congênitas graves, coletivamente conhecidas como Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A importância clínica reside na prevenção através da vacinação pré-concepcional e no reconhecimento precoce das manifestações para manejo adequado. A fisiopatologia envolve a replicação viral nos tecidos fetais, causando danos celulares e inflamação, resultando em defeitos no desenvolvimento de múltiplos órgãos. O diagnóstico é suspeitado pela presença de manifestações clínicas como cardiopatias (persistência do canal arterial, estenose pulmonar), defeitos oculares (catarata, glaucoma, retinopatia), surdez neurossensorial e microcefalia. A confirmação laboratorial é feita pela detecção de IgM específico ou isolamento viral. O tratamento da SRC é de suporte, visando o manejo das malformações específicas (cirurgias cardíacas, correção de catarata, aparelhos auditivos). O prognóstico varia conforme a gravidade das malformações. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil antes da gravidez, evitando a exposição ao vírus durante a gestação.
Os principais sinais incluem cardiopatias (como persistência do canal arterial), defeitos oculares (catarata, glaucoma) e surdez neurossensorial, formando a clássica tríade de Gregg.
A rubéola congênita pode causar diversas cardiopatias, sendo a persistência do canal arterial e a estenose da artéria pulmonar as mais comuns.
O diagnóstico é confirmado pela detecção de anticorpos IgM específicos para rubéola no soro do recém-nascido ou pela identificação do RNA viral em amostras clínicas.
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