Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Pré-escolar, inicia há 4 dias de febre 38°C, dor de garganta, mal-estar, diminuição do apetite e adenomegalias em região suboccipital e pós auriculares bilaterais, seguido de rash macular róseo claro, irregular, disseminado, iniciado em face e pescoço, distribuindo-se pelo corpo. Sem descamação após desaparecimento do mesmo. No início do quadro, o exame da orofaringe revelava lesões pequenas, de coloração rósea e petéquias em palato mole. A caderneta vacinal da criança não estava em dia. Em relação ao quadro clínico, o agente é:
Rubéola: febre baixa, adenomegalias (suboccipital/pós-auricular), rash macular róseo que inicia na face e desce, sem descamação, petéquias em palato (Forchheimer).
O quadro clínico de febre baixa, adenomegalias suboccipitais e pós-auriculares, rash macular róseo claro que se inicia na face e pescoço e se dissemina sem descamação, e petéquias em palato mole (manchas de Forchheimer), em uma criança com caderneta vacinal atrasada, é altamente sugestivo de rubéola.
A rubéola é uma doença infecciosa aguda, contagiosa, causada pelo vírus da rubéola, um togavírus. Embora geralmente benigna em crianças, sua importância clínica reside na teratogenicidade, especialmente quando a infecção ocorre em gestantes, podendo levar à Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A doença é mais comum em crianças não vacinadas, e a caderneta vacinal incompleta é um fator de risco relevante. A epidemiologia da rubéola tem sido significativamente alterada pela vacinação em massa, mas surtos ainda podem ocorrer em populações com baixa cobertura vacinal. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas vias aéreas superiores e linfonodos, seguida de viremia e disseminação para a pele e outros órgãos. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na tríade clássica de febre baixa, adenomegalias (especialmente suboccipitais e pós-auriculares) e exantema maculopapular róseo que se inicia na face e se espalha para o corpo. As manchas de Forchheimer, petéquias no palato mole, são um achado característico, embora não patognomônico. É crucial suspeitar de rubéola em crianças com exantema e história vacinal incompleta. O tratamento da rubéola é sintomático, visando aliviar o desconforto. A prevenção é o pilar fundamental, realizada através da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que faz parte do calendário vacinal infantil. O prognóstico para crianças é geralmente bom, com recuperação completa. No entanto, a rubéola congênita é uma complicação grave, com alto risco de sequelas permanentes. A diferenciação de outros exantemas virais, como sarampo, escarlatina, exantema súbito e eritema infeccioso, é importante para o manejo adequado e para a vigilância epidemiológica.
A rubéola em crianças geralmente se manifesta com febre baixa, mal-estar, dor de garganta e adenomegalias proeminentes, especialmente nas regiões suboccipital e pós-auricular. O rash cutâneo é macular róseo claro, irregular, que se inicia na face e pescoço e se espalha para o tronco e membros, sem descamação. Manchas de Forchheimer (petéquias no palato mole) podem estar presentes.
A rubéola se diferencia do sarampo por apresentar febre mais baixa, adenomegalias mais marcantes (principalmente suboccipitais e pós-auriculares), rash menos confluente e que desaparece sem descamação. O sarampo, por sua vez, cursa com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e as características manchas de Koplik na mucosa oral, além de um rash mais intenso e confluente que descama.
A vacinação (tríplice viral) é crucial na prevenção da rubéola, pois a doença pode causar complicações graves, especialmente a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) se a infecção ocorrer durante a gravidez. A SRC pode levar a malformações cardíacas, oculares e auditivas no feto, tornando a imunização um pilar fundamental da saúde pública.
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