Rotura de Vasa Prévia: Diagnóstico e Emergência Obstétrica

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

Uma gestante de 18 anos, G1PO, IG = 40 semanas, sem comorbidades prévias, foi internada em trabalho de parto inicial. Durante o 1° período do trabalho de parto, evoluiu sem intercorrências, e 5 horas após a internação encontrava-se com dilatação total. Durante o período expulsivo, foi realizada amniotomia e iniciou-se um sangramento vaginal intenso, vermelho vivo, acompanhado de bradicardia fetal. A provável causa do sangramento e do sofrimento fetal agudo foi:

Alternativas

  1. A) descolamento prematuro de placenta
  2. B) rotura da vasa prévia
  3. C) rotura de seio marginal
  4. D) placenta prévia

Pérola Clínica

Amniotomia + sangramento vermelho vivo + bradicardia fetal súbita = Rotura de vasa prévia.

Resumo-Chave

A tríade clássica de sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, após amniotomia, acompanhado de bradicardia fetal súbita e grave, é altamente sugestiva de rotura de vasa prévia. Esta condição representa uma emergência obstétrica devido ao risco de exsanguinação fetal rápida.

Contexto Educacional

A vasa prévia é uma condição rara, mas grave, na qual vasos sanguíneos fetais desprotegidos pela gelatina de Wharton ou tecido placentário cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 2.500 a 5.000 gestações. A importância clínica reside no alto risco de hemorragia fetal e óbito perinatal quando esses vasos se rompem, geralmente durante a rotura das membranas amnióticas, seja espontânea ou artificial (amniotomia). A fisiopatologia da rotura de vasa prévia envolve a compressão ou ruptura dos vasos fetais expostos quando as membranas se rompem. Isso leva a uma perda rápida de sangue fetal, resultando em bradicardia fetal e sofrimento fetal agudo. O diagnóstico pré-natal por ultrassonografia com Doppler é crucial para identificar a condição e planejar o parto. No entanto, em muitos casos, o diagnóstico é feito apenas no momento da rotura, com a tríade clássica de sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, após amniotomia, e bradicardia fetal súbita. A conduta em caso de rotura de vasa prévia é uma emergência obstétrica que exige parto cesáreo imediato. A prioridade é salvar a vida do feto, que está perdendo sangue rapidamente. A detecção pré-natal permite um manejo planejado, geralmente com cesariana eletiva entre 34 e 36 semanas de gestação, para evitar a ruptura dos vasos. O prognóstico fetal é significativamente melhor quando a condição é diagnosticada antes do trabalho de parto e da rotura das membranas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da rotura de vasa prévia?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que ocorre após a rotura das membranas (espontânea ou amniotomia), acompanhado de bradicardia fetal súbita e grave, indicando sofrimento fetal agudo devido à perda de sangue fetal.

Qual a principal complicação da rotura de vasa prévia para o feto?

A principal complicação para o feto é a exsanguinação rápida e a morte fetal. Como os vasos rompidos são de origem fetal, a perda de sangue é diretamente do feto, levando a hipovolemia e anemia agudas, resultando em bradicardia e óbito se não houver intervenção imediata.

Como diferenciar a rotura de vasa prévia de outras causas de sangramento no trabalho de parto?

A diferenciação se baseia na tríade: sangramento vermelho vivo (fetal), indolor, após rotura de membranas, com bradicardia fetal. Diferente do descolamento prematuro de placenta (sangramento escuro, dor, útero hiperativo) ou placenta prévia (sangramento indolor, vermelho vivo, mas sem relação direta com amniotomia e sem bradicardia fetal tão aguda).

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