HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
Gestante de 31 anos, G5P4, hoje com 35 semanas e 6 dias de gestação (FIV por infertilidade masculina), è internada na maternidade para avaliação de contrações uterinas. Faz uso de vitaminas, suplemento de ferro e ácido fólico. Ao exame, a PA: 120X80mmHg. FC: 90bpm e a FR: 17irpm. A altura do fundo do útero é de 35cm. O colo tem 4em de dilatação com apagamento de 90%. Após 2 horas de trabalho de parto, a paciente atinge 6em de dilatação. Após a ruptura da membrana espontânea da membrana, é observada quantidade moderada de sangramento vaginal. O traçado da cardiotocografia era inicialmente 140bpm e depois aumenta para 170bpm. apresentando aspecto sinusoidal. Assinale a alternativa que apresenta a condição associada MAIS provavel
Sangramento vaginal indolor + sofrimento fetal agudo (padrão sinusoidal) após ruptura de membranas → Rotura de vasa prévia.
A rotura de vasa prévia é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento fetal após a ruptura das membranas, com rápida deterioração do estado fetal. O padrão sinusoidal na cardiotocografia é um sinal grave de anemia fetal e hipóxia.
A rotura de vasa prévia é uma condição rara, mas com alta mortalidade fetal se não diagnosticada e tratada rapidamente. Ocorre quando vasos fetais desprotegidos (vasa prévia) atravessam as membranas e se rompem durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, resultando em sangramento de origem fetal. Fatores de risco incluem fertilização in vitro (FIV), placenta de inserção baixa, placenta bilobada ou succenturiata e gestações múltiplas. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela tríade de sangramento vaginal indolor após a ruptura das membranas, taquicardia fetal seguida de bradicardia e um padrão sinusoidal na cardiotocografia, indicando anemia fetal aguda e hipóxia. A confirmação pode ser feita pelo teste de Apt (identifica hemoglobina fetal) ou visualização dos vasos rompidos. A suspeita clínica exige ação imediata. O tratamento é a cesariana de emergência para salvar a vida do feto. O prognóstico fetal depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção. A prevenção envolve o diagnóstico pré-natal por ultrassonografia com Doppler colorido em gestações de risco, permitindo um planejamento adequado do parto.
A rotura de vasa prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, geralmente após a ruptura das membranas, acompanhado por sinais de sofrimento fetal agudo, como taquicardia seguida de bradicardia e padrão sinusoidal na cardiotocografia.
A conduta inicial é a realização de cesariana de emergência, pois o sangramento é de origem fetal e a perda sanguínea pode ser rapidamente fatal para o feto. A estabilização materna e fetal é crucial.
A rotura de vasa prévia geralmente cursa com sangramento indolor e sofrimento fetal agudo, enquanto o descolamento prematuro de placenta é tipicamente doloroso, com útero hipertonia e pode ou não ter sangramento visível, além de sofrimento fetal.
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