Rotura Uterina: Diagnóstico e Sinais de Alerta

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

Paciente secundigesta, com parto cesariano prévio com 37 semanas, dá entrada no pronto atendimento em trabalho de parto. Durante a evolução eutócica, apresenta dor abdominal repentina, com diminuição da atividade uterina. Apresentação fetal não mais detectável ao toque vaginal. Nesse caso, o diagnóstico clínico-obstétrico é:

Alternativas

  1. A) rotura de hematoma hepático.
  2. B) rotura uterina.
  3. C) rotura de vasa prévia.
  4. D) descolamento prematuro de placenta.

Pérola Clínica

Dor abdominal súbita + diminuição contrações + apresentação fetal ascendente em TP com cesárea prévia → Rotura Uterina.

Resumo-Chave

A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave, especialmente em pacientes com cicatriz uterina prévia (cesariana). Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, diminuição ou cessação das contrações uterinas, sangramento vaginal (nem sempre presente ou profuso) e, crucialmente, a ascensão da apresentação fetal, que não é mais palpável ao toque vaginal.

Contexto Educacional

A rotura uterina é uma das emergências obstétricas mais graves, associada a alta morbimortalidade materna e fetal. Sua incidência é maior em gestantes com cicatriz uterina prévia, sendo a cesariana anterior o fator de risco mais comum. A ocorrência durante o trabalho de parto, especialmente em gestações a termo, exige reconhecimento imediato e intervenção. O quadro clínico típico de rotura uterina inclui dor abdominal súbita e intensa, muitas vezes descrita como "rasgando", seguida por uma diminuição ou cessação das contrações uterinas. Outros sinais importantes são sangramento vaginal (que pode ser discreto ou profuso), taquicardia e hipotensão materna, e a ascensão da apresentação fetal, que não é mais palpável ao toque vaginal, indicando que o feto se deslocou para a cavidade abdominal. O diagnóstico é eminentemente clínico e exige ação imediata. A diferenciação de outras causas de dor abdominal aguda na gestação, como o descolamento prematuro de placenta, é crucial: na rotura uterina, a atividade uterina diminui e a apresentação fetal ascende, enquanto no DPP o útero permanece hipertônico e doloroso, com contrações mantidas. A conduta é laparotomia exploratória de emergência para reparo uterino ou histerectomia, e extração fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para rotura uterina?

O principal fator de risco é a presença de cicatriz uterina prévia, como de cesariana, miomectomia ou cirurgia uterina. Multiparidade, uso excessivo de ocitocina e trauma também aumentam o risco.

Quais são os sinais e sintomas clássicos de rotura uterina?

Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, diminuição ou cessação das contrações uterinas, sangramento vaginal (variável), taquicardia materna, hipotensão e, um achado crucial, a ascensão da apresentação fetal.

Qual a conduta imediata diante da suspeita de rotura uterina?

A suspeita de rotura uterina exige uma laparotomia exploratória de emergência para salvar a vida da mãe e do feto, com estabilização hemodinâmica e preparo para transfusão sanguínea.

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