Rotura Uterina: Sinais, Sintomas e Manejo na Emergência

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020

Enunciado

G5 P4 (3PN 1C), apresenta hipertonia uterina no final da fase de dilatação. Após a retirada da ocitocina e com início do expulsivo, cessa a hipertonia, mas ocorre sangramento volumoso. A paciente queixa de dor na escápula direita e evolui com hipotensão, hematúria na sonda, desaceleração dos batimentos cardíacos fetais e subida da apresentação. A hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Descolamento de placenta.
  2. B) Toco traumatismo materno.
  3. C) Rutura uterina.
  4. D) Distócia cervical dinâmica.
  5. E) Inversão do tríplice gradiente descendente.

Pérola Clínica

Rotura uterina → dor súbita, sangramento volumoso, hipotensão, desaceleração BCF, subida da apresentação.

Resumo-Chave

A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave, caracterizada por dor súbita e intensa, sangramento vaginal volumoso, sinais de choque materno (hipotensão, taquicardia), alterações da vitalidade fetal (desaceleração BCF) e, classicamente, a subida da apresentação fetal. A dor referida na escápula pode indicar irritação diafragmática por hemoperitônio.

Contexto Educacional

A rotura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, com alta morbimortalidade materna e fetal. Ocorre quando há uma descontinuidade na parede uterina, resultando em hemorragia interna e/ou externa. Fatores de risco incluem multíparas, cicatriz uterina prévia (cesariana, miomectomia), uso excessivo de ocitocina ou prostaglandinas, e manobras obstétricas intempestivas. A identificação precoce é crucial para o prognóstico. O quadro clínico é dramático e agudo. A paciente pode relatar dor abdominal súbita e intensa, muitas vezes seguida de um alívio aparente da dor e das contrações, pois o útero perde sua capacidade de contração. Sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, palidez), sangramento vaginal volumoso, hematúria (se a bexiga for afetada), e sinais de sofrimento fetal agudo (bradicardia, desacelerações) são comuns. A subida da apresentação fetal ao toque vaginal é um sinal patognomônico. O manejo da rotura uterina é uma corrida contra o tempo. A estabilização hemodinâmica materna com reposição volêmica agressiva e transfusão sanguínea é prioritária. A laparotomia exploradora de emergência é imperativa para o controle do sangramento, extração fetal e reparo da lesão uterina, ou histerectomia em casos de lesão extensa ou instabilidade. O prognóstico fetal é sombrio, e a morbidade materna é alta, incluindo necessidade de histerectomia e risco de morte.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de uma rotura uterina?

Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal volumoso, hipotensão materna, taquicardia, desaceleração dos batimentos cardíacos fetais e a subida da apresentação fetal.

Por que a dor na escápula direita pode indicar rotura uterina?

A dor referida na escápula direita pode ser um sinal de irritação diafragmática causada por hemoperitônio, ou seja, sangramento na cavidade abdominal devido à rotura uterina.

Qual a conduta imediata diante da suspeita de rotura uterina?

A conduta imediata é a estabilização hemodinâmica da mãe, reposição volêmica agressiva, e laparotomia exploradora de emergência para reparo uterino ou histerectomia, com extração fetal imediata.

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