UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 35a, G5P4C1A0, com último parto há 10 anos. É admitida em trabalho de parto, com dilatação de 8 cm, bolsa rota e polo cefálico apoiado. Antecedente pessoal: diabetes gestacional controlado com dieta. Após 3 horas, evoluiu com dilatação total, apresentação no plano -3 de De Lee e 5 contrações fortes em 10 minutos. O exame clínico evidencia a situação abaixo: Subitamente, apresenta quadro de sangramento vaginal em moderada quantidade e queda da pressão arterial acompanhada de taquicardia. O DIAGNÓSTICO É:
Rotura uterina = dor abdominal súbita + sangramento + hipotensão/taquicardia + alteração batimentos fetais ou ascensão da apresentação.
A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave, caracterizada por dor súbita, sangramento vaginal, sinais de choque materno (hipotensão, taquicardia) e, frequentemente, alteração da dinâmica uterina ou ascensão da apresentação fetal, especialmente em úteros com cicatriz prévia ou trabalho de parto prolongado.
A rotura uterina é uma das emergências obstétricas mais temidas, com alta morbimortalidade materna e fetal. Sua incidência é maior em pacientes com útero cicatricial, como no caso de cesariana prévia, mas pode ocorrer em úteros incólumes em situações de trabalho de parto obstruído ou hiperestimulação uterina. O reconhecimento precoce é fundamental para um desfecho favorável. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal de intensidade variável, sinais de choque hipovolêmico materno (taquicardia, hipotensão, palidez), alteração da dinâmica uterina (contrações que cessam ou se tornam ineficazes) e, um sinal patognomônico, a ascensão da apresentação fetal. A paciente da questão apresenta múltiplos fatores de risco e sinais compatíveis. O diagnóstico é eminentemente clínico e a conduta é uma laparotomia de emergência. O objetivo é controlar o sangramento, reparar o útero (se possível e se a paciente desejar futuras gestações) ou realizar histerectomia, e avaliar o feto. A prevenção envolve o manejo cuidadoso do trabalho de parto em pacientes com útero cicatricial e a monitorização rigorosa da dinâmica uterina.
Os principais fatores de risco incluem útero cicatricial (especialmente cesariana prévia), trabalho de parto prolongado ou obstruído, uso excessivo de ocitocina, grande multiparidade e manobras obstétricas intempestivas.
A rotura uterina pode se manifestar com dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão), alteração da dinâmica uterina (cessação das contrações) e ascensão da apresentação fetal.
A conduta imediata é estabilização hemodinâmica materna, interrupção da gestação por laparotomia de emergência para reparo uterino ou histerectomia, e reanimação fetal, se viável.
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