Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma parturiente (G3 PC1 A1), com idade gestacional de 39 semanas e três dias e gestação de risco habitual, na admissão, refere trabalho de parto de início espontâneo. Apresenta, ao exame físico, altura uterina de 41 cm, dinâmica uterina de quatro contrações de 35” em 10’ e batimentos cardíacos fetais de 148 bpm. O toque vaginal: colo posteriorizado; esvaecido 60%; dilatado 4 cm; bolsa íntegra; e apresentação cefálica. Durante a evolução do trabalho de parto, detectou-se taquissistolia (6 contrações de 50” em 10’), bradicardia fetal e intensa hemorragia vaginal. A paciente foi imediatamente encaminhada para a sala cirúrgica para cesariana de emergência. Após a anestesia geral e com a paciente em mesa cirúrgica aguardando a antissepsia abdominal, o que se viu foi a imagem mostrada a seguir.Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico é o de
Taquissistolia + bradicardia fetal + hemorragia vaginal súbita em TP = suspeitar rotura uterina.
A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave, caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, taquissistolia seguida de hipotonia uterina, e sinais de sofrimento fetal agudo (bradicardia). A altura uterina de 41 cm para 39 semanas pode indicar polidramnio ou macrossomia, fatores que aumentam o risco.
A rotura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, com alta morbimortalidade materna e fetal. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para o prognóstico. É mais comum em mulheres com cicatriz uterina prévia, especialmente de cesariana, mas pode ocorrer em úteros intactos. A fisiopatologia envolve a ruptura da parede uterina, resultando em hemorragia interna e externa, e comprometimento da oxigenação fetal. Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, alterações na dinâmica uterina (taquissistolia seguida de hipotonia ou ausência de contrações) e sinais de sofrimento fetal agudo, como bradicardia ou desacelerações tardias. A palpação de partes fetais fora do útero ou a perda da apresentação fetal ao toque vaginal são sinais tardios e ominosos. O tratamento é uma cesariana de emergência imediata, seguida de reparo uterino ou histerectomia, dependendo da extensão da lesão e do desejo de futura gestação. A prevenção envolve o manejo cuidadoso do trabalho de parto em pacientes com cicatriz uterina e a monitorização rigorosa da dinâmica uterina e do bem-estar fetal.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, taquissistolia seguida de hipotonia uterina, e sinais de sofrimento fetal agudo, como bradicardia fetal.
Os principais fatores de risco são cicatriz uterina prévia (especialmente de cesariana), grande multiparidade, uso excessivo de ocitocina, trauma abdominal e anomalias uterinas.
A rotura uterina geralmente cursa com dor mais intensa e súbita, hipotonia uterina após a ruptura e, frequentemente, palpação de partes fetais fora do útero. O DPP causa sangramento e dor, mas o útero tende a ser hipertônico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo