Rotura Uterina: Diagnóstico e Manejo de Urgência em Obstetrícia

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020

Enunciado

As hemorragias são importantes causas de mortalidade do binômio mãe-feto no Brasil e no mundo. Inúmeros eventos pré e pós-parto podem desencadear hemorragias que apresentem risco à vida. Assinale a alternativa que correlaciona corretamente o evento base e seu manejo primário mais adequado.

Alternativas

  1. A) Descolamento prematuro de placenta com feto vivo em gestação a termo – Uso de uterotônicos e transfusão sanguínea.
  2. B) Útero de Courvelaire em cesariana com sangramento controlado – Histerectomia.
  3. C) Laceração do colo uterino pós-parto vaginal – Sutura de B-Lynch.
  4. D) Inversão uterina – Uso de prostaglandinas via retal.
  5. E) Rotura uterina em gestação pré-termo tardio – Interrupção imediata da gestação por via alta.

Pérola Clínica

Rotura uterina → interrupção imediata da gestação por via alta (cesariana de urgência).

Resumo-Chave

A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave que exige intervenção imediata para salvar a vida da mãe e do feto. A via alta (cesariana) é a única opção para a interrupção da gestação e reparo uterino ou histerectomia.

Contexto Educacional

As hemorragias obstétricas são a principal causa de mortalidade materna no mundo, e a rotura uterina representa uma das emergências mais catastróficas. É definida como a separação completa da parede uterina, incluindo o miométrio, com ou sem expulsão do feto para a cavidade abdominal. Fatores de risco incluem cicatriz uterina prévia (cesariana, miomectomia), grande multiparidade, trabalho de parto obstruído e uso excessivo de ocitocina. O diagnóstico de rotura uterina é primariamente clínico, baseado na tríade de dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal e sofrimento fetal agudo. A palpação de partes fetais fora do útero ou a perda da apresentação fetal são sinais tardios e graves. A confirmação é feita durante a laparotomia. A conduta primária e mais adequada é a interrupção imediata da gestação por via alta (cesariana de urgência), independentemente da idade gestacional, para extração fetal, controle da hemorragia e reparo uterino ou histerectomia. O prognóstico materno e fetal na rotura uterina é grave, com alta morbimortalidade se não houver intervenção rápida. A prevenção envolve a identificação de fatores de risco e o manejo cuidadoso do trabalho de parto em pacientes com cicatriz uterina prévia. A alternativa E está correta porque a rotura uterina exige uma intervenção cirúrgica imediata para salvar a vida da mãe e do feto, sendo a cesariana a via de escolha.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas que podem indicar uma rotura uterina durante a gestação ou trabalho de parto?

Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, alteração do padrão de contrações, sofrimento fetal agudo (bradicardia, desacelerações), e, em casos graves, choque hipovolêmico materno e palpação de partes fetais fora do útero.

Por que a interrupção da gestação por via alta é a conduta primária na rotura uterina?

A via alta (cesariana) é necessária para acessar rapidamente o útero, remover o feto e a placenta, controlar a hemorragia e reparar a rotura uterina ou realizar histerectomia, salvando a vida da mãe e do feto.

Como o manejo do descolamento prematuro de placenta difere do manejo da rotura uterina?

No descolamento prematuro de placenta, a conduta depende da idade gestacional e do estado materno/fetal, podendo ser parto vaginal ou cesariana. Na rotura uterina, a cesariana de urgência é quase sempre a regra devido à gravidade e ao risco iminente de vida.

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