UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
As hemorragias são importantes causas de mortalidade do binômio mãe-feto no Brasil e no mundo. Inúmeros eventos pré e pós-parto podem desencadear hemorragias que apresentem risco à vida. Assinale a alternativa que correlaciona corretamente o evento base e seu manejo primário mais adequado.
Rotura uterina → interrupção imediata da gestação por via alta (cesariana de urgência).
A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave que exige intervenção imediata para salvar a vida da mãe e do feto. A via alta (cesariana) é a única opção para a interrupção da gestação e reparo uterino ou histerectomia.
As hemorragias obstétricas são a principal causa de mortalidade materna no mundo, e a rotura uterina representa uma das emergências mais catastróficas. É definida como a separação completa da parede uterina, incluindo o miométrio, com ou sem expulsão do feto para a cavidade abdominal. Fatores de risco incluem cicatriz uterina prévia (cesariana, miomectomia), grande multiparidade, trabalho de parto obstruído e uso excessivo de ocitocina. O diagnóstico de rotura uterina é primariamente clínico, baseado na tríade de dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal e sofrimento fetal agudo. A palpação de partes fetais fora do útero ou a perda da apresentação fetal são sinais tardios e graves. A confirmação é feita durante a laparotomia. A conduta primária e mais adequada é a interrupção imediata da gestação por via alta (cesariana de urgência), independentemente da idade gestacional, para extração fetal, controle da hemorragia e reparo uterino ou histerectomia. O prognóstico materno e fetal na rotura uterina é grave, com alta morbimortalidade se não houver intervenção rápida. A prevenção envolve a identificação de fatores de risco e o manejo cuidadoso do trabalho de parto em pacientes com cicatriz uterina prévia. A alternativa E está correta porque a rotura uterina exige uma intervenção cirúrgica imediata para salvar a vida da mãe e do feto, sendo a cesariana a via de escolha.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal, alteração do padrão de contrações, sofrimento fetal agudo (bradicardia, desacelerações), e, em casos graves, choque hipovolêmico materno e palpação de partes fetais fora do útero.
A via alta (cesariana) é necessária para acessar rapidamente o útero, remover o feto e a placenta, controlar a hemorragia e reparar a rotura uterina ou realizar histerectomia, salvando a vida da mãe e do feto.
No descolamento prematuro de placenta, a conduta depende da idade gestacional e do estado materno/fetal, podendo ser parto vaginal ou cesariana. Na rotura uterina, a cesariana de urgência é quase sempre a regra devido à gravidade e ao risco iminente de vida.
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