AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Gestante, 32 anos, com idade gestacional de 38 semanas e história de parto cesáreo na gestação anterior, está em trabalho de parto, apresentando contrações de forte intensidade, colo dilatado de 8 cms, apresentação -2 no plano de De Lee e bolsa rota. Durante a evolução do trabalho de parto apresenta agitação, ansiedade, dor súbita e intensa que cessou espontaneamente com parada das contrações, taquicardia e hipotensão. Ao exame: foco inaudível, subida da apresentação fetal e sangramento genital.Qual o diagnóstico e conduta?
Rotura uterina: Dor súbita + Parada contrações + Sangramento + Subida apresentação fetal + Taquicardia/Hipotensão materna → Cesárea imediata.
A rotura uterina é uma emergência obstétrica grave, especialmente em gestantes com cesárea anterior. Caracteriza-se por dor súbita intensa seguida de cessação das contrações, sangramento vaginal, taquicardia e hipotensão materna, e subida da apresentação fetal. A conduta é cesárea imediata.
A rotura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, com alta morbimortalidade materna e fetal. Ocorre quando há uma descontinuidade na parede uterina, geralmente durante o trabalho de parto, especialmente em úteros com cicatrizes prévias, como as de cesariana. A fisiopatologia envolve a falha da parede uterina sob estresse das contrações, levando à extrusão do feto para a cavidade abdominal ou sangramento intenso. Os sinais clínicos são dramáticos: dor súbita e excruciante, parada das contrações, sangramento vaginal, choque materno e alteração da apresentação fetal. O diagnóstico é clínico e a conduta é imediata: laparotomia exploradora com cesárea de emergência, seguida de reparo uterino ou histerectomia, conforme a extensão da lesão e o desejo de futura gestação. O tempo é crítico para o prognóstico materno e fetal.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, seguida de cessação das contrações uterinas, sangramento vaginal, taquicardia e hipotensão materna, e a subida da apresentação fetal, indicando uma emergência.
A cicatriz uterina de uma cesárea prévia é um ponto de fraqueza na parede do útero, tornando-o mais suscetível à rotura durante as contrações intensas do trabalho de parto, especialmente em casos de tentativa de parto vaginal após cesárea (PVAC).
A rotura uterina é uma emergência obstétrica que exige cesárea imediata para salvar a vida da mãe e do feto, além de medidas de suporte hemodinâmico para a mãe, como reposição volêmica e transfusão sanguínea se necessário.
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