SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Gestante é atendida na emergência com queixa de perda de líquido há mais de 12 horas. G2P1NA0, 36 semanas de gestação sem intercorrências. Exames de rotina do pré-natal sem alterações. Realizou cultura para estreptococos do grupo B negativa na semana passada. Ao exame, encontra-se afebril, batimentos cardiofetais = 140 bpm, quatro contrações uterinas em 10 minutos, líquido amniótico transparente fluindo do colo. Ao toque, colo dilatado para cinco centímetros, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee. Qual a conduta mais adequada para esta paciente?
RPM a termo precoce (36s), GBS negativo, sem sinais infecção/sofrimento → aguardar parto vaginal com monitorização.
Em gestantes com rotura prematura de membranas (RPM) em 36 semanas, com cultura para GBS negativa e sem sinais de infecção ou sofrimento fetal, a conduta mais adequada é a expectante para o parto vaginal, com monitorização materno-fetal. Corticoides e neuroproteção são para idades gestacionais menores.
A rotura prematura de membranas (RPM) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações a termo precoce (34 a 36 semanas e 6 dias), o manejo difere da RPM pré-termo. A principal preocupação é o risco de infecção materna e fetal (corioamnionite) e o bem-estar fetal. Neste caso, a paciente está com 36 semanas, tem cultura para Estreptococos do Grupo B (GBS) negativa, está afebril e o feto apresenta batimentos cardíacos normais, sem sinais de sofrimento. Além disso, ela já está em trabalho de parto ativo (colo dilatado para 5 cm). Nessas circunstâncias, a conduta mais apropriada é a expectante para o parto vaginal, com monitorização contínua materno-fetal. Não há indicação para tocólise, pois o trabalho de parto já está estabelecido, nem para corticoide ou sulfato de magnésio, cujos benefícios são restritos a idades gestacionais mais precoces. A profilaxia antibiótica para GBS é crucial quando indicada, mas a cultura negativa da paciente elimina essa necessidade, a menos que outros fatores de risco para infecção surjam. O foco deve ser na progressão segura do trabalho de parto e na vigilância para qualquer sinal de complicação. Residentes devem dominar os protocolos de manejo da RPM, adaptando a conduta à idade gestacional e aos fatores de risco individuais da paciente.
Em gestantes com RPM a termo precoce (36 semanas), sem sinais de infecção ou sofrimento fetal e com cultura para GBS negativa, a conduta é geralmente expectante, aguardando o início espontâneo do trabalho de parto ou indução, se necessário, com monitorização cuidadosa.
A profilaxia antibiótica para GBS é indicada na RPM se a cultura for positiva, desconhecida, ou se houver fatores de risco como febre materna, trabalho de parto prolongado (>18h de RPM) ou gestação anterior com filho afetado por doença invasiva por GBS.
Corticoides são indicados para maturação pulmonar fetal em gestações < 34 semanas. O sulfato de magnésio para neuroproteção fetal é recomendado em gestações < 32 semanas (ou até 34 semanas em alguns protocolos). Em 36 semanas, os benefícios desses medicamentos são mínimos ou ausentes e não justificam os riscos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo