USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Primigesta, 24 anos, com 37 semanas gestacionais. Realizou pré-natal no posto de saúde sem intercorrências. Procura a maternidade por perda líquida vaginal há 2 horas, em episódio único. Nega febre, sangramento ou dores abdominais. Sinais vitais normais. Altura uterina: 34 cm. Atividade uterina ausente. Exame especular: conteúdo claro no fundo de saco em pequena quantidade. Testes auxiliares: pH de 7,5. Padrão microscópico de cristalização com ramificações secundárias. Índice de líquido amniótico: 2 cm. Toque vaginal: colo dilatado 2 cm, variedade de posição sacrotransversa esquerda, apresentação alta e móvel. Cardiotocografia: feto ativo e reativo. Qual é a melhor orientação para esta paciente?
RPMO a termo + Apresentação pélvica + Oligodramnia = Cesariana (primigesta).
Em uma primigesta com 37 semanas, rotura prematura de membranas (RPMO), apresentação pélvica (sacrotransversa esquerda) e oligodramnia (ILA 2 cm), a via de parto mais segura é a cesariana. A apresentação pélvica, especialmente em primigestas e com RPMO, aumenta os riscos de complicações para o feto e a mãe no parto vaginal.
A rotura prematura de membranas (RPMO) a termo, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto após 37 semanas de gestação, é uma intercorrência obstétrica comum que exige manejo adequado para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico é confirmado por testes como o pH vaginal alcalino e a cristalização do líquido amniótico. A conduta nesses casos depende de múltiplos fatores, incluindo a paridade da gestante, a apresentação fetal e a presença de outras intercorrências. No caso de uma primigesta com RPMO a termo e apresentação pélvica, a situação se torna mais complexa. A apresentação pélvica, especialmente em primigestas, já é considerada um fator de risco para o parto vaginal, aumentando a chance de distocia e trauma fetal. A presença de oligodramnia (Índice de Líquido Amniótico reduzido) após a RPMO agrava o cenário, elevando o risco de compressão do cordão umbilical e sofrimento fetal. Diante desse quadro, a indução do trabalho de parto vaginal apresenta riscos consideráveis para o feto. Portanto, a interrupção da gestação por via cesariana é a conduta mais segura e recomendada para preservar a saúde materno-fetal. Residentes e estudantes de medicina devem estar aptos a identificar essas situações de risco combinado e a tomar decisões rápidas e embasadas, priorizando a segurança da paciente e do bebê. O conhecimento das indicações de cesariana e das complicações associadas a cada via de parto é fundamental para a prática obstétrica.
Em casos de Rotura Prematura de Membranas a termo (RPMO) em primigestas com apresentação pélvica, a conduta mais segura e recomendada é a interrupção da gestação por via cesariana, devido aos riscos aumentados de complicações no parto vaginal.
A oligodramnia (ILA < 5 cm), especialmente após RPMO, é preocupante porque o baixo volume de líquido amniótico aumenta o risco de compressão do cordão umbilical, sofrimento fetal e infecção intra-amniótica, justificando uma conduta ativa.
A apresentação pélvica em primigestas está associada a maiores riscos de distocia, prolapso de cordão, trauma fetal, asfixia perinatal e necessidade de cesariana de emergência, tornando o parto vaginal mais desafiador e com maiores taxas de morbimortalidade.
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