CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
Conforme a Diretriz nacional de assistência ao parto normal do Ministério da Saúde - 2016, nos casos de rotura prematura de membranas (rupreme) no termo, orienta-se:
RPM no termo: risco de infecção neonatal grave é 1% (vs 0,5% membranas intactas).
A rotura prematura de membranas no termo aumenta o risco de infecção neonatal, mas a conduta expectante inicial é segura por um período, com a maioria das mulheres entrando em trabalho de parto espontaneamente. A indução é considerada se o trabalho de parto não iniciar.
A rotura prematura de membranas (RPM) no termo é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em gestações com 37 semanas ou mais. É uma condição comum, afetando cerca de 8-10% das gestações a termo, e representa um desafio na conduta obstétrica devido ao equilíbrio entre o risco de infecção e a necessidade de intervenção. A principal preocupação na RPM no termo é o risco aumentado de infecção, tanto para a mãe (corioamnionite) quanto para o recém-nascido (sepse neonatal). Embora o risco de infecção neonatal grave seja relativamente baixo (cerca de 1% em comparação com 0,5% em mulheres com membranas intactas), ele aumenta com o tempo de amniorrexe. A maioria das mulheres com RPM no termo entrará em trabalho de parto espontaneamente dentro de 24 horas. A conduta pode ser expectante por um período limitado (geralmente até 12-24 horas) para permitir o início espontâneo do trabalho de parto, desde que não haja sinais de infecção ou sofrimento fetal. Se o trabalho de parto não iniciar, a indução do parto é recomendada para reduzir o risco de infecção. Toques vaginais devem ser minimizados para evitar a introdução de patógenos, sendo o exame especular a forma preferencial de confirmar o diagnóstico e avaliar o colo.
O principal risco é a infecção, tanto materna (corioamnionite) quanto neonatal (sepse neonatal), devido à perda da barreira protetora das membranas.
A conduta inicial pode ser expectante por um período (geralmente até 12-24 horas) para aguardar o início espontâneo do trabalho de parto, ou indução do parto, dependendo da avaliação clínica e preferência da paciente.
Toques vaginais repetidos aumentam significativamente o risco de introdução de microrganismos na cavidade uterina, elevando a chance de corioamnionite e infecção neonatal. O exame especular é preferível para confirmar o diagnóstico.
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