FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Gestante de 30 anos de idade, primigesta, 36 semanas de gestação, relata perda de líquido pela vagina há 2h, nega febre, nega dores. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura uterina 31 cm, BCF 150 bpm, dinâmica uterina ausente, cefálico. Especular: saída de líquido claro pelo colo. Toque: colo grosso posterior, consistência mediana, esvaecido 10%, pérvio para 2cm, plano-2, bacia favorável. Cardiotocografia categoria I. Traz como exames do pré-natal: Hb=12g/dL, Ht=35%, sorologias de 3º trimestre negativas para HIV e sífilis, sorologias indicando imunidade para toxoplasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de urina sem alterações, ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia e crescimento normais. Qual a conduta adequada?
RPM a termo (≥34s) com colo desfavorável → Profilaxia GBS + Amadurecimento cervical (misoprostol) + Indução do parto.
Em gestantes com Rotura Prematura de Membranas (RPM) a termo (≥ 34 semanas), a conduta ativa é preferível para reduzir o risco de infecção materna e neonatal. Se o colo uterino for desfavorável, o amadurecimento cervical com agentes como o misoprostol é essencial antes da indução com ocitocina para aumentar as chances de sucesso do parto vaginal. A profilaxia para Estreptococo beta hemolítico (GBS) é indicada se o status for desconhecido ou positivo.
A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo (após 34 semanas de gestação), a principal preocupação é o risco de infecção ascendente (corioamnionite) e sepse neonatal. A conduta expectante, embora possa ser considerada em algumas situações de pré-termo, não é a abordagem preferencial a termo devido ao balanço risco-benefício. A fisiopatologia da RPM envolve a perda da integridade das membranas, expondo o feto e o útero ao ambiente vaginal. O diagnóstico é clínico, confirmado pela visualização de líquido amniótico no exame especular. Uma vez diagnosticada a RPM a termo, a indução do trabalho de parto é a conduta de escolha. No entanto, a eficácia da indução depende do estado do colo uterino, avaliado pelo escore de Bishop. Um colo desfavorável (Bishop baixo) requer amadurecimento cervical prévio, geralmente com prostaglandinas (como o misoprostol), antes da administração de ocitocina. Além da indução, a profilaxia para Estreptococo beta hemolítico (GBS) é mandatória em casos de RPM com status GBS desconhecido ou positivo, para prevenir a infecção neonatal. A corticoterapia para maturação pulmonar não é indicada após 34 semanas, pois o benefício é mínimo e pode aumentar o risco de infecção. O objetivo é um parto vaginal seguro, monitorando o bem-estar fetal e materno durante todo o processo.
Na RPM a termo (≥34 semanas), a conduta é ativa, visando a indução do parto para reduzir o risco de infecção materna e neonatal, uma vez que a conduta expectante aumenta esses riscos.
O amadurecimento cervical é necessário quando o colo uterino é desfavorável (Bishop score baixo), antes da administração de ocitocina, para aumentar a chance de sucesso do parto vaginal e reduzir a necessidade de cesariana.
A profilaxia para Estreptococo beta hemolítico (GBS) é crucial na RPM para prevenir a transmissão vertical da bactéria para o recém-nascido, que pode causar sepse neonatal grave, especialmente em casos de status GBS desconhecido ou positivo.
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