RPMO a Termo: Conduta e Indução do Trabalho de Parto

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Paciente 30 anos, na 38º semana, secundigesta (um parto vaginal anterior), chega à emergência obstétrica referindo perda de líquido há 1 hora de forma súbita de um liquido transparente, cheirando a água sanitária, escorrendo pelas pernas e se acumulando do chão. Negava outras queixas. Ao exame clínico, temperatura axilar de 36,5ºC e frequência cardíaca materna de 78 bpm. Ao exame obstétrico: batimentos cardiofetais de 136bpm (sem desacelerações), dinâmica uterina ausente, toque vaginal com 2 cm de dilatação, 70% de esvaecimento cervical, bolsa rota com líquido amniótico claro com grumos. Assinale a alternativa CORRETA referente à conduta menos recomendável a ser realizada na atualidade.

Alternativas

  1. A) Expectante até 24 horas.
  2. B) Ocitocina
  3. C) Método de Krause
  4. D) Misoprostol
  5. E) Prostaglandina

Pérola Clínica

RPMO a termo com colo favorável → indução do parto; Método de Krause contraindicado em bolsa rota.

Resumo-Chave

Em gestantes a termo com rotura prematura de membranas, a indução do trabalho de parto é a conduta preferencial para reduzir o risco de infecção. Métodos mecânicos como o de Krause são contraindicados na presença de bolsa rota devido ao risco aumentado de infecção.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas a termo (RPMO a termo) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto em gestantes com 37 semanas ou mais. É uma condição comum que afeta cerca de 8-10% das gestações a termo e é um fator de risco significativo para infecção intra-amniótica e outras complicações materno-fetais se não for manejada adequadamente. O diagnóstico é clínico, com a paciente referindo perda de líquido, e pode ser confirmado por exame especular (visualização de líquido amniótico fluindo do colo) ou testes como o de nitrazina ou cristalização em folha de samambaia. Uma vez diagnosticada, a principal preocupação é o risco de infecção ascendente. A conduta visa equilibrar a redução desse risco com a otimização do desfecho neonatal. A conduta atual para RPMO a termo é a indução do trabalho de parto, preferencialmente dentro de 12-24 horas após a rotura, para reduzir o risco de corioamnionite. Métodos farmacológicos como ocitocina e prostaglandinas (misoprostol ou dinoprostone) são eficazes. Métodos mecânicos como o Método de Krause são contraindicados na presença de bolsa rota devido ao risco de infecção. A conduta expectante prolongada aumenta o risco de infecção e não é a abordagem preferencial a termo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de RPMO a termo?

O diagnóstico de RPMO a termo é feito pela história de perda súbita de líquido transparente pela vagina, associado a testes confirmatórios como o teste de nitrazina positivo ou a visualização de líquido amniótico no exame especular.

Qual a principal complicação da conduta expectante prolongada na RPMO a termo?

A principal complicação da conduta expectante prolongada na RPMO a termo é a infecção intra-amniótica (corioamnionite), que pode levar a sepse materna e fetal, além de parto prematuro e outras morbidades.

Por que o Método de Krause é contraindicado na RPMO?

O Método de Krause, que utiliza uma sonda de Foley para dilatar o colo, é contraindicado na presença de bolsa rota (RPMO) devido ao risco aumentado de introdução de microrganismos na cavidade uterina, elevando o risco de corioamnionite.

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