SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Paciente GII PI 1N (há 3 anos) A0, deu entrada no pronto-socorro obstétrico (PSO) por perda de líquido via vaginal há cerca de 2 horas. IG por ultrassom precoce de 36 semanas. Nega comorbidades. Pesquisa de EGB (Streptococcus agalactiae beta hemolítico do grupo B) negativo (< 5 semanas). Nega dor tipo contração uterina. Ao exame obstétrico: DU (dinâmica uterina) ausente, exa- me especular: saída de líquido claro pelo orifício externo do colo uterino, BCF (batimentos cardíacos fetais): 140 bpm, MF presentes, toque vaginal (TV): colo impérvio, grosso e posterior. Cardiotocografia: normal. PA 100 x 70 mmHg. Assinale a alternativa que demonstra a conduta adequada para o caso.
RPMO a termo (≥34 semanas) → indução do trabalho de parto.
A paciente apresenta Rotura Prematura de Membranas (RPMO) em idade gestacional de 36 semanas, o que é considerado termo tardio ou próximo do termo. Nessas situações, a conduta expectante aumenta o risco de infecção materna e fetal sem benefício adicional significativo. Portanto, a indução do trabalho de parto é a conduta mais adequada, e o misoprostol é uma opção eficaz para o amadurecimento cervical e indução.
A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma das complicações obstétricas mais comuns, afetando cerca de 8-10% das gestações a termo e 2-4% das gestações pré-termo. A principal preocupação associada à RPMO é o risco de infecção materna (corioamnionite) e fetal, além das complicações relacionadas à prematuridade. A fisiopatologia da RPMO envolve uma combinação de fatores mecânicos e bioquímicos que levam ao enfraquecimento e ruptura das membranas. O diagnóstico é primariamente clínico, com a paciente relatando perda de líquido vaginal. O exame especular confirmando a saída de líquido amniótico pelo colo é crucial. Testes como o de nitrazina (pH alcalino) e cristalização em folha de samambaia podem ser utilizados para confirmação. O manejo da RPMO depende criticamente da idade gestacional. Em gestações a termo (≥34 semanas), a conduta preconizada é a indução do trabalho de parto, pois a conduta expectante aumenta os riscos de infecção sem benefícios significativos para o neonato. O misoprostol é um agente eficaz para o amadurecimento cervical e indução do parto. Em gestações pré-termo, a conduta é mais complexa, envolvendo antibioticoprofilaxia, corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, em alguns casos, conduta expectante com vigilância rigorosa para sinais de infecção.
O diagnóstico de RPMO é feito pela história clínica de perda de líquido via vaginal, associada ao exame especular que revela a saída de líquido pelo orifício externo do colo uterino. Testes complementares como o teste de nitrazina ou o teste de cristalização em folha de samambaia podem confirmar a presença de líquido amniótico.
Em gestações a termo (a partir de 34 semanas), a conduta recomendada para RPMO é a internação, coleta de exames laboratoriais para rastreio de infecção e a indução do trabalho de parto. A conduta expectante aumenta os riscos de infecção materna e fetal sem benefícios substanciais.
Os principais riscos da conduta expectante prolongada em RPMO a termo incluem o aumento da incidência de corioamnionite (infecção intra-amniótica), endometrite puerperal, sepse materna e neonatal, além de maior risco de distúrbios respiratórios neonatais devido à infecção.
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