PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A rotura prematura das membranas amnióticas ou amniorrexe prematura é definida quando ocorre
RPMO = Rotura de membranas antes do trabalho de parto, após 20ª semana.
A rotura prematura das membranas amnióticas (RPMO) é definida como a ruptura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto. Para ser considerada RPMO, essa ruptura deve ocorrer após a 20ª semana de gestação, diferenciando-a da perda gestacional precoce.
A rotura prematura das membranas amnióticas (RPMO), também conhecida como amniorrexe prematura, é uma condição obstétrica comum e de grande relevância clínica. Sua definição é precisa: ocorre quando há a ruptura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto. Para fins de classificação e manejo, é fundamental que essa ruptura aconteça após a 20ª semana de gestação, distinguindo-a da rotura pré-viabilidade, que tem prognóstico e abordagens terapêuticas distintas. A fisiopatologia da RPMO é multifatorial, envolvendo fatores como infecções genitais (especialmente vaginose bacteriana), deficiência de colágeno, polidramnio, gestação múltipla e tabagismo. O diagnóstico é primariamente clínico, com a paciente relatando perda de líquido vaginal. A confirmação é feita por exame especular, observando-se a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical, e por testes complementares como o teste de nitrazina (que detecta o pH alcalino do líquido amniótico) e o teste de cristalização (fern test), que mostra um padrão de "folha de samambaia" ao secar. O manejo da RPMO depende da idade gestacional, da presença de infecção e da condição fetal. Em gestações mais avançadas, a indução do parto pode ser considerada. Em gestações pré-termo, o manejo expectante com antibioticoterapia profilática, corticoide para maturação pulmonar fetal e monitorização rigorosa para sinais de infecção é a abordagem padrão, visando prolongar a gestação e melhorar o prognóstico neonatal.
A idade gestacional é crucial porque a RPMO é definida como a ruptura antes do trabalho de parto e após a 20ª semana. Rupturas antes da 20ª semana são consideradas rotura pré-viabilidade, com prognóstico e manejo diferentes.
Os principais riscos da RPMO incluem infecção intra-amniótica (corioamnionite), trabalho de parto prematuro, prolapso de cordão umbilical e, em casos de RPMO prolongada, hipoplasia pulmonar e deformidades fetais.
O diagnóstico de RPMO é feito pela história clínica de perda de líquido vaginal, exame especular que revela líquido amniótico no fórnice posterior, teste de nitrazina positivo (pH alcalino) e teste de cristalização (fern test) positivo.
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