RPMO ≥ 34 Semanas: Indução do Parto Imediata

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Mulher, 36 anos, tercigesta, com dois partos normais anteriores, 34 1/7 semanas de gestação, dá entrada no pronto atendimento com histórico de perda líquida há 2 horas. Ao exame, encontra-se fora do trabalho de parto, BCF = 148 bpm, colo pérvio 1 polpa digital, com confirmação de amniorrexe, líquido claro, sem sinais de infecção. A melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Hidratação, antibioticoterapia, aguardar hospitalizada até 37 semanas.
  2. B) Hidratação via oral, antibiotiocoterapia e controle ambulatorial com retorno semanal para exames até 37 semanas.
  3. C) Monitorização, hidratação, e controle com ultrassom até início de trabalho de parto. 
  4. D) Cultura para Streptococcus sp., hidratação, aguardar início de trabalho de parto.
  5. E) Indicar parto de imediato.

Pérola Clínica

RPMO ≥ 34 semanas, sem infecção → Indução do parto.

Resumo-Chave

Em casos de rotura prematura de membranas (RPMO) a termo ou próximo do termo (≥ 34 semanas), a conduta mais segura é a indução do parto. Isso minimiza o risco de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e outras complicações, superando os benefícios de prolongar a gestação.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações a termo ou próximo do termo (≥ 34 semanas), é uma condição comum que exige manejo adequado para prevenir complicações maternas e fetais. A principal preocupação é o risco de infecção ascendente, que pode levar à corioamnionite, sepse neonatal e materna. A fisiopatologia da RPMO envolve fatores que enfraquecem as membranas, como infecções, inflamação e estresse mecânico. O diagnóstico é geralmente clínico, com a paciente relatando perda de líquido vaginal e a confirmação por exame especular. A avaliação da idade gestacional é crucial para determinar a conduta. A ausência de sinais de infecção (febre, taquicardia materna/fetal, líquido amniótico purulento) é um fator importante na decisão. A conduta na RPMO varia conforme a idade gestacional. Em gestações ≥ 34 semanas, a recomendação atual é a indução do parto, pois os riscos de infecção superam os benefícios de uma pequena prolongação da gestação. Não há indicação para corticoterapia ou antibioticoprofilaxia de rotina nesse cenário. Residentes devem estar cientes das diretrizes atualizadas para evitar condutas que possam aumentar os riscos para a mãe e o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os riscos de prolongar a gestação após a RPMO em gestações ≥ 34 semanas?

Os principais riscos são a infecção intra-amniótica (corioamnionite), sepse materna e fetal, e descolamento prematuro de placenta, que aumentam com o tempo de latência após a rotura.

A corticoterapia para maturação pulmonar é indicada em RPMO ≥ 34 semanas?

Não, a corticoterapia não é rotineiramente indicada em gestações ≥ 34 semanas com RPMO, pois os benefícios para a maturação pulmonar fetal são mínimos e os riscos de infecção materna aumentam.

Como é feito o diagnóstico de rotura prematura de membranas?

O diagnóstico é clínico, com visualização de líquido amniótico fluindo pelo colo uterino, teste de nitrazina positivo (pH alcalino) ou teste de cristalização em folha de samambaia.

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