PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Gestante de 23 anos, G1 P0A0, idade gestacional de 37 semanas e 1 dia, é atendida na maternidade com queixa de perda de líquido há 2 horas. Pré-natal de risco habitual, cuja única intercorrência foi um quadro de infecção urinária por Streptococcus agalactiae, com 14 semanas de gestação e que foi tratada adequadamente. Ao exame físico, medida do fundo uterino de 36cm, batimentos cardíacos fetais de 136bpm, feto cefálico. Ao toque vaginal, colo fechado, longo e posterior. Ao exame especular, é visualizado pequena quantidade de líquido fluido e transparente, exteriorizando-se pelo orifício do colo uterino. Não se detectou corrimentos vaginais. Realizada ultrassonografia obstétrica, evidenciando feto com peso adequado e volume de líquido amniótico dentro dos limites da normalidade. Foi realizada ainda cardiotocografia que demonstrava padrão fetal tranquilizados. Considerando o quadro da gestante em questão, a conduta MAIS ADEQUADA é:
RPM a termo + GBS positivo na gestação → Indução de parto + Penicilina G cristalina para sepse neonatal.
A gestante apresenta rotura prematura de membranas (RPM) a termo (37 semanas e 1 dia) e histórico de infecção por Streptococcus agalactiae (GBS) na gestação. Nesses casos, a conduta mais adequada é a internação para indução do parto e início da profilaxia com penicilina G cristalina para prevenir a sepse neonatal precoce por GBS.
A rotura prematura de membranas (RPM) a termo, definida como a ruptura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto em gestações com 37 semanas ou mais, é uma condição obstétrica comum que exige manejo adequado. O principal risco associado à RPM é a infecção intra-amniótica (corioamnionite) e a sepse neonatal, especialmente quando há colonização materna por Streptococcus agalactiae (GBS). No caso apresentado, a gestante tem 37 semanas e 1 dia, com perda de líquido confirmando a RPM, e histórico de infecção urinária por GBS tratada. Mesmo com o tratamento prévio, a colonização por GBS pode persistir, e a RPM aumenta o risco de transmissão vertical. A cardiotocografia tranquilizadora e o volume de líquido amniótico normal na ultrassonografia indicam bem-estar fetal imediato, mas não eliminam o risco de infecção. A conduta mais adequada é a internação para indução do parto, pois a gestação está a termo e o risco de infecção aumenta com o tempo de latência após a RPM. Além disso, é imperativo iniciar a profilaxia intraparto com penicilina G cristalina para GBS, conforme as diretrizes, para prevenir a sepse neonatal precoce. A não intervenção ou o atraso na indução e na antibioticoterapia aumentam significativamente os riscos para o recém-nascido.
A rotura prematura de membranas (RPM) a termo é a ruptura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto, em gestações com 37 semanas ou mais.
A profilaxia com penicilina G cristalina é crucial para prevenir a sepse neonatal precoce por Streptococcus agalactiae, uma infecção grave que pode ocorrer quando há RPM e colonização materna por GBS.
A conduta inicial é a internação da gestante, indução do parto e início imediato da antibioticoterapia profilática com penicilina G cristalina para GBS.
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