RPM 35 Semanas: Conduta e Resolução do Parto

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Gestante, com idade gestacional de 35 semanas, apresentou perda de líquido amniótico, comprovado no exame especular. Não há sinais de infecção e a avaliação da vitalidade fetal está normal. Qual é a conduta nesta situação?

Alternativas

  1. A) Aguardar até 40 semanas para resolução do parto.
  2. B) Aguardar até 37 semanas para resolução do parto.
  3. C) Encaminhar para resolução do parto.
  4. D) Prescrever tocólise.

Pérola Clínica

RPM em 35 semanas, sem infecção e vitalidade fetal normal → resolução do parto, não tocólise ou espera prolongada.

Resumo-Chave

Em casos de Rotura Prematura de Membranas (RPM) em gestantes com 35 semanas de idade gestacional, a conduta recomendada é a resolução do parto. Embora o feto seja pré-termo tardio, os riscos de infecção materna e fetal superam os benefícios de uma espera prolongada, especialmente quando não há sinais de infecção e a vitalidade fetal está normal. A tocólise é contraindicada.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações pré-termo, como no caso de 35 semanas, a conduta deve equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos de infecção materna e fetal. A confirmação da perda de líquido amniótico por exame especular é um passo diagnóstico crucial. Em gestações de 35 semanas, o feto é considerado pré-termo tardio. Nesta fase, os riscos associados à prematuridade (como síndrome do desconforto respiratório) são significativamente menores do que em idades gestacionais mais precoces. Por outro lado, o risco de infecção ascendente (corioamnionite) aumenta progressivamente com o tempo de latência após a RPM. A presença de vitalidade fetal normal e ausência de sinais de infecção são fatores importantes na decisão. As diretrizes atuais recomendam a resolução do parto para gestações com RPM a partir de 34 semanas, mesmo na ausência de infecção. A espera expectante ou o uso de tocólise não são indicados, pois os benefícios de prolongar a gestação são superados pelos riscos de infecção. A indução do parto ou a cesariana, dependendo das condições obstétricas, são as vias de resolução. A administração de corticoide para maturação pulmonar pode ser considerada se não houver sido feita e o parto não for iminente, mas a prioridade é a resolução.

Perguntas Frequentes

Quais são os riscos da Rotura Prematura de Membranas (RPM) para a mãe e o feto?

Para a mãe, o principal risco é a corioamnionite e sepse. Para o feto, os riscos incluem prematuridade, sepse neonatal, hipoplasia pulmonar (em RPM muito precoce) e compressão do cordão umbilical.

Por que a tocólise é contraindicada na RPM?

A tocólise é contraindicada na RPM porque prolongar a gestação aumenta o risco de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e sepse materna e fetal, sem benefícios significativos para o feto em idades gestacionais mais avançadas (a partir de 34 semanas).

Qual a diferença de conduta na RPM entre 34 e 37 semanas de gestação?

Entre 34 e 36 semanas e 6 dias, a conduta geralmente é a resolução do parto, com ou sem corticoide para maturação pulmonar (se não administrado previamente). A partir de 37 semanas, a conduta é a resolução do parto, pois o feto é considerado a termo.

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