HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Sobre a condução do parto, em caso de rotura prematura de membranas (RPM), assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.( ) Diante da RPM, a resolução por via vaginal, na ausência de contraindicações, deve ser privilegiada.( ) O uso do sulfato de magnésio, na resolução de casos antes de 37 semanas, está indicado como neuroprotetor para o concepto.( ) Deve‑se atentar às normas de antibioticoprofilaxia, bem como aos cuidados puerperais pelo risco aumentado de quadros infecciosos maternos.( ) A doença neonatal pelo estreptococo do grupo B deve ser prevenida conforme protocolo específico.Assinale a sequência correta.
RPM: via vaginal preferencial; sulfato de magnésio neuroprotetor < 32 sem; ATB profilaxia e EGB essenciais.
Na RPM, a via vaginal é preferencial na ausência de contraindicações. O sulfato de magnésio é neuroprotetor fetal em partos prematuros (geralmente < 32 semanas). A antibioticoprofilaxia e a prevenção de EGB são cruciais para evitar infecções maternas e neonatais.
A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é uma complicação obstétrica comum, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Sua ocorrência aumenta o risco de infecção materna (corioamnionite) e fetal, além de prematuridade. O manejo depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal, buscando equilibrar o prolongamento da gestação com a prevenção de complicações. A condução do parto na RPM envolve a avaliação da idade gestacional. Em gestações a termo, a indução do parto é geralmente recomendada. Em gestações pré-termo, o manejo expectante pode ser considerado, com monitoramento rigoroso e uso de corticoides para maturação pulmonar fetal. A via vaginal é preferencial, salvo contraindicações. O sulfato de magnésio é um neuroprotetor fetal importante em partos prematuros antes de 32-34 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral. A antibioticoprofilaxia é fundamental na RPM para prolongar o período de latência e prevenir infecções. Além disso, a profilaxia para o Estreptococo do Grupo B (EGB) é uma medida padrão em gestantes com RPM, especialmente se o status de colonização for desconhecido ou positivo, visando prevenir a sepse neonatal precoce. Os cuidados puerperais devem ser intensificados devido ao risco aumentado de infecções maternas.
Na ausência de contraindicações obstétricas, a via vaginal é a via de parto preferencial em casos de RPM. A cesariana é reservada para indicações maternas ou fetais específicas, não sendo uma indicação primária apenas pela RPM.
O sulfato de magnésio é indicado como neuroprotetor fetal em gestações com risco de parto prematuro iminente, geralmente antes de 32 semanas de gestação, para reduzir o risco de paralisia cerebral e outras morbidades neurológicas no concepto.
A antibioticoprofilaxia é crucial na RPM para prolongar a latência do parto e prevenir infecções maternas (corioamnionite) e neonatais. A prevenção da doença neonatal pelo Estreptococo do Grupo B (EGB) é parte dessa profilaxia, sendo administrada antibioticoterapia intraparto em gestantes colonizadas ou com fatores de risco.
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