RPMO Pré-Termo: Manejo e Conduta Expectante em Obstetrícia

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022

Enunciado

Se uma gestante com 29 semanas chega no PS com queixa de perda de líquido, sem outros sintomas, é correto que

Alternativas

  1. A) se a dinâmica uterina for negativa, deve-se avaliar o colo e, se for impérvio, a conduta é expectante.
  2. B) se a dinâmica uterina for negativa e a avaliação de infecção for negativa, tanto clínica quanto laboratorial, deve-se introduzir antibiótico para prevenção de infecção neonatal pelo estreptococos beta-hemolítico.
  3. C) se usa antibiótico para aumentar o período de latência e se prescreve corticoide para melhora a maturidade pulmonar se ocorrer o parto.
  4. D) se entrar em trabalho de parto, se deve inibi-lo com uterolítico, entrar com antibiótico e prescrever corticoide.
  5. E) que o parto deve ser programado para alguns dias, evitando-se permanecer com rotura por muito tempo, o que pode determinar infecção fetal e materna.

Pérola Clínica

RPMO pré-termo (<34s) → Corticoide + ATB + Sulfato Mg (neuroproteção) + Conduta expectante.

Resumo-Chave

Em RPMO pré-termo, o objetivo é prolongar a gestação para permitir a maturação fetal, minimizando riscos. Corticoides aceleram a maturação pulmonar, antibióticos previnem infecção e sulfato de magnésio oferece neuroproteção fetal.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) pré-termo, definida como a rotura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto e antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de parto prematuro. Sua incidência varia, mas é responsável por uma parcela significativa da morbimortalidade neonatal. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados maternos e neonatais. A fisiopatologia envolve fatores como infecções cervicovaginais, polidramnio, gestação múltipla e deficiências nutricionais. O diagnóstico é clínico, confirmado por testes como o de nitrazina ou fern test. A conduta expectante é a regra em gestações com menos de 34 semanas, desde que não haja sinais de infecção (corioamnionite) ou sofrimento fetal. O tratamento inclui corticosteroides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal, antibioticoterapia (ampicilina + eritromicina ou azitromicina) para prolongar o período de latência e prevenir infecções, e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal em gestações com menos de 32 semanas. A tocólise não é recomendada rotineiramente, e a interrupção da gestação é indicada em caso de corioamnionite, sofrimento fetal ou instabilidade materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento da RPMO pré-termo?

Os pilares incluem corticosteroides para maturação pulmonar, antibioticoprofilaxia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal em gestações com menos de 32 semanas.

Por que se usa antibiótico na RPMO pré-termo?

O antibiótico é usado para prolongar o período de latência entre a rotura da membrana e o parto, além de prevenir infecções maternas e neonatais, como a corioamnionite, que é uma complicação grave da RPMO.

Quando a tocólise é indicada na RPMO?

A tocólise não é rotineiramente indicada na RPMO, pois pode mascarar sinais de infecção. É considerada apenas em casos específicos para permitir a administração de corticosteroides, por um período limitado de 48 horas.

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