UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Gestante, 21 anos, primigesta, com 21 semanas de gravidez, apresenta perda franca de liquido amniótico há 12 horas e oligodramnia acentuada à ultrassonografia. Não apresenta sinais de infecção ou de trabalho de parto. A melhor conduta, depois de informada sobre os riscos e possíveis consequências desta intercorrência, é:
RPMO < 24 semanas sem infecção/trabalho de parto → conduta expectante até 32-34 semanas com monitorização rigorosa.
Em casos de rotura prematura de membranas pré-termo (RPMO) antes de 24 semanas, sem sinais de infecção ou trabalho de parto, a conduta expectante é preferível para prolongar a gestação, visando a maturidade fetal, com monitorização constante para sinais de corioamnionite.
A rotura prematura de membranas pré-termo (RPMO) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto e antes de 37 semanas de gestação. É uma complicação obstétrica significativa, associada a riscos maternos e fetais, incluindo infecção, prematuridade e suas consequências. O manejo depende crucialmente da idade gestacional no momento da rotura. Em gestações muito jovens, como no caso de 21 semanas, a conduta expectante é geralmente preferível, desde que não haja sinais de infecção intra-amniótica (corioamnionite) ou trabalho de parto ativo. O objetivo é prolongar a gestação o máximo possível para permitir a maturação fetal, especialmente pulmonar. A monitorização rigorosa para sinais de infecção (febre, taquicardia materna, dor uterina, leucocitose) é fundamental, pois a corioamnionite exige a interrupção imediata da gestação. A administração de corticoides para maturação pulmonar fetal é indicada entre 24 e 34 semanas. A antibioticoprofilaxia é recomendada para prolongar o período de latência e reduzir o risco de infecção. A interrupção da gestação é considerada quando os riscos de prolongar a gravidez (principalmente infecção) superam os benefícios da maturação fetal, geralmente entre 32 e 34 semanas, ou imediatamente em caso de infecção ou sofrimento fetal.
Os principais riscos incluem infecção intra-amniótica (corioamnionite), trabalho de parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, prolapso de cordão umbilical e hipoplasia pulmonar fetal em casos de RPMO muito precoce.
Os corticoides são usados para acelerar a maturidade pulmonar fetal e reduzir o risco de morbidade neonatal, sendo indicados entre 24 e 34 semanas de gestação, e em alguns casos até 36 semanas.
A infecção intra-amniótica (corioamnionite) é uma complicação grave da RPMO, que exige a interrupção imediata da gestação para evitar sepse materna e fetal. A monitorização inclui febre, taquicardia materna, dor uterina e leucocitose.
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