RPMO Pré-Termo: Diagnóstico, Idade Gestacional e Conduta

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

WLA, 26 anos, primigesta, deu entrada no Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário no dia 25 de novembro de 2021, com queixa de perda de líquido claro vaginal, há 3 horas. Nega outras queixas. Ao exame físico: corada, hidratada, acianótica, afebril, PA 100 mmHg x 60 mmHg, pulso de 78 BPM, frequência cardíaca fetal de 144 BPM, palpação do abdômen mostra pouco líquido amniótico. Dinâmica uterina: sem contrações em 10 minutos.Especular: vagina rósea, rugosa, colo com orifício externo puntiforme. Observa-se pequena quantidade de líquido transparente coletado no fundo de saco posterior e que se exteriorizava pelo orifício externo do colo à manobra de Valsalva. Toque colo grosso, amolecido, posteriorizado e impérvio.Sabendo-se que a DUM foi 06/05/2021 e que realizou ultrassonografia no primeiro trimestre, que mostrava gestação única compatível com amenorreia referida, assinale a alternativa que contenha, respectivamente, a idade gestacional no dia do atendimento (25/11/2021), a hipótese diagnóstica e a conduta respectiva.

Alternativas

  1. A) 32 semanas e 4 dias, amniorrexe precoce, internação.
  2. B) 29 semanas, amniorrexe prematura, internação para conduta expectante e exames maternos e fetais.
  3. C) 29 semanas, amniorrexe prematura, liberação com orientação para retornar quando começarem as contrações.
  4. D) 32 semanas e 4 dias, amniorrexe prematura, internação para indução do parto.
  5. E) 29 semanas, amniorrexe prematura, internação para indução do parto.

Pérola Clínica

RPMO pré-termo (<37 sem) → internação, conduta expectante, corticoide, ATB, avaliação materno-fetal.

Resumo-Chave

A rotura prematura de membranas (RPMO) antes de 37 semanas de gestação requer internação hospitalar. A conduta expectante é a regra em gestações pré-termo, visando prolongar a gestação e permitir a maturação pulmonar fetal com corticoides, além de profilaxia para infecção.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, uma condição que afeta cerca de 2-4% das gestações e é uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os resultados maternos e fetais. A fisiopatologia da RPMO envolve múltiplos fatores, incluindo infecções, inflamação, deficiências nutricionais e estresse oxidativo. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e confirmado pelo exame especular, que pode revelar a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical, ou por testes complementares como o teste de nitrazina ou cristalização. A avaliação da idade gestacional é fundamental para determinar a conduta, sendo o cálculo pela DUM e ultrassonografia de primeiro trimestre os métodos mais precisos. A conduta na RPMO pré-termo depende da idade gestacional. Em gestações entre 24 e 34 semanas, a conduta expectante é preferível, visando prolongar a gestação. Isso inclui internação, monitorização materno-fetal rigorosa, antibioticoprofilaxia para prevenir infecções e corticoterapia para acelerar a maturação pulmonar fetal. A indução do parto é reservada para casos de infecção, sofrimento fetal ou idade gestacional avançada (geralmente >34 semanas), onde os riscos da prematuridade são menores que os da manutenção da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da Rotura Prematura de Membranas Pré-Termo?

Os sinais incluem perda de líquido claro vaginal, que pode ser confirmada por exame especular com manobra de Valsalva ou testes específicos. A paciente geralmente nega contrações uterinas.

Qual a conduta inicial para uma gestante com RPMO pré-termo?

A conduta inicial é a internação hospitalar para avaliação da idade gestacional, vitalidade fetal e risco de infecção. Inclui corticoterapia para maturação pulmonar e antibioticoprofilaxia.

Como diferenciar a RPMO de outras causas de perda de líquido vaginal?

A diferenciação é feita por exame especular, que pode evidenciar o líquido saindo do colo. Testes como o de nitrazina (pH alcalino) ou cristalização em folha de samambaia (fern test) podem confirmar a presença de líquido amniótico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo