USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Primigesta, 24 anos, 33 semanas, apresenta-se ao centro obstétrico com queixa de perda líquida genital em grande quantidade há 18 horas. Refere contrações esporádicas. Relata pré-natal sem intercorrências até o momento. Exame físico geral normal. Altura uterina de 28 cm, atividade uterina ausente e ao exame especular observou-se grande quantidade de líquido em fundo de saco vaginal. Toque vaginal mostrou colo dilatado 2 cm. O resultado do exame de cristalização foi positivo. Cardiotocografia com feto reativo. No manejo desse caso, qual prescrição é a mais adequada?
RPMO < 34 semanas + feto reativo → Corticoide (maturação pulmonar) + ATB (prevenção infecção).
Em casos de rotura prematura de membranas pré-termo (RPMO) antes de 34 semanas, a conduta inclui corticoterapia para maturação pulmonar fetal e antibioticoprofilaxia para prevenir infecção materna e neonatal, como sepse e corioamnionite. A tocólise é controversa e geralmente não indicada se há dilatação.
A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, uma das principais causas de morbimortalidade perinatal. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames como o teste de cristalização ou pH vaginal. O manejo da RPMO pré-termo depende da idade gestacional. Em gestações entre 24 e 34 semanas, a conduta padrão inclui a administração de corticoesteroides (como betametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia (como penicilina cristalina ou ampicilina) para prevenir infecções. A tocólise é controversa e geralmente não recomendada, especialmente se houver sinais de infecção ou trabalho de parto ativo. O prognóstico está diretamente relacionado à idade gestacional no momento da rotura e à ocorrência de complicações como infecção (corioamnionite) ou prematuridade extrema. A vigilância fetal contínua e a monitorização de sinais de infecção são cruciais para otimizar os resultados maternos e neonatais, preparando o residente para decisões rápidas e eficazes.
Os sinais incluem perda líquida genital em grande quantidade, teste de cristalização positivo e, por vezes, dilatação cervical. A confirmação é essencial para o diagnóstico.
A betametasona é um corticoide usado para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal em casos de parto prematuro iminente.
A penicilina cristalina é utilizada como antibioticoprofilaxia para prevenir infecções maternas, como corioamnionite, e neonatais, como sepse por Streptococcus agalactiae (GBS).
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