IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Mulher secundigesta, com idade gestacional de 33 semanas e 4 dias, procura o pronto-socorro por perda de líquido em grande quantidade há 1 hora. O teste de estreptococos do grupo B é positivo, o restante do pré-natal está normal. Tem antecedente de um abortamento. No momento, nega perdas vaginais e refere boa movimentação fetal. Ao toque vaginal, apresenta colo com dilatação de 1cm, grosso e posterior. A cardiotocografia evidencia feto ativo. Qual é a conduta correta no momento?
RPMO pré-termo (<34s) + GBS+ → Internar, ATB, corticoide, monitorar vitalidade fetal.
Em caso de RPMO pré-termo antes de 34 semanas, a conduta é expectante, visando prolongar a gestação e otimizar a maturidade pulmonar fetal com corticoides, além de prevenir infecção com antibioticoterapia e monitorar o bem-estar fetal.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) pré-termo, definida como a rotura antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de parto pré-termo e morbimortalidade neonatal. A incidência varia, mas é uma condição que exige manejo cuidadoso para otimizar os resultados maternos e neonatais. A fisiopatologia envolve múltiplos fatores, incluindo infecções (como a por Estreptococo do Grupo B), inflamação, deficiências nutricionais e fatores de risco maternos. O diagnóstico é clínico, confirmado por testes como o de nitrazina ou cristalização. A suspeita deve ser alta em gestantes com perda de líquido vaginal. O manejo da RPMO pré-termo depende da idade gestacional. Antes de 34 semanas, a conduta é geralmente expectante, com internação, antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, e corticoterapia para acelerar a maturidade pulmonar fetal. O monitoramento da vitalidade fetal e de sinais de infecção é contínuo.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e monitoramento contínuo da vitalidade fetal.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é indicada para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal e outras complicações da prematuridade.
A profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) é crucial em casos de RPMO, especialmente se o teste for positivo, para prevenir a transmissão vertical da bactéria e reduzir o risco de sepse neonatal precoce.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo