UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Primigesta, 30 semanas de idade gestacional, procura a maternidade referindo perda de líquido claro, em grande quantidade, há 4 horas. Nega intercorrências pré-natais. Nega dores. Refere boa movimentação fetal. Exame obstétrico: altura uterina de 25 cm, foco de 148 bpm, dinâmica uterina ausente. Exame especular: saída de líquido claro pelo orifício externo do colo. A melhor conduta é:
RPMO pré-termo: não toque vaginal, corticoide para maturação pulmonar e profilaxia GBS.
Em caso de RPMO pré-termo, o toque vaginal deve ser evitado para minimizar o risco de infecção ascendente. A conduta inicial inclui a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal e coleta de cultura para Estreptococo do Grupo B (GBS), além de antibioticoprofilaxia.
A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, afetando cerca de 2-4% das gestações e sendo uma das principais causas de parto pré-termo e morbimortalidade neonatal. É crucial para residentes reconhecer e manejar adequadamente essa condição. O diagnóstico de RPMO é clínico, com a paciente referindo perda de líquido vaginal. O exame especular é fundamental para visualizar a saída de líquido pelo orifício externo do colo e confirmar o diagnóstico, evitando o toque vaginal, que aumenta o risco de infecção. A idade gestacional é determinante para a conduta, sendo a maturação pulmonar fetal com corticoides essencial em gestações pré-termo. O tratamento da RPMO pré-termo envolve a administração de corticoides (entre 24 e 34 semanas), antibioticoterapia para prolongar o período de latência e profilaxia para Estreptococo do Grupo B. A vigilância para sinais de infecção (febre, taquicardia materna/fetal, dor uterina, líquido amniótico fétido) é constante, pois a corioamnionite é uma complicação grave que exige interrupção da gestação.
A RPMO é caracterizada pela perda súbita de líquido claro pela vagina, sem dor, em grande ou pequena quantidade, antes do início do trabalho de parto. A paciente pode referir sensação de 'molhado' constante.
A conduta inicial inclui a confirmação do diagnóstico (exame especular), evitar o toque vaginal, iniciar corticoide para maturação pulmonar fetal, coletar cultura para Estreptococo do Grupo B e iniciar antibioticoprofilaxia.
O toque vaginal deve ser evitado na RPMO pré-termo devido ao risco aumentado de introdução de microrganismos na cavidade uterina, elevando o risco de corioamnionite e sepse neonatal.
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