RPMO Pré-termo: Conduta Essencial na Gestação < 34 Semanas

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Paciente gestante de risco habitual, IG: 29ª semana, comparece ao atendimento de emergência relatando perda de líquido por via vaginal há 4 horas. Exame físico geral sem alterações. No exame obstétrico, apresenta altura de fundo de útero compatível com 28 cm, bcf:145 bpm, dinâmica uterina ausente. Ao exame especular: colo entreaberto, com saída de líquido pelo canal cervical. De acordo com esses dados, a conduta a ser adotada é:

Alternativas

  1. A) internação, repouso absoluto, inibição profilática do trabalho de parto prematuro e neuroproteção fetal.
  2. B) internação, repouso relativo, aceleração da maturidade pulmonar fetal com corticoide e antibioticoterapia para Streptococcus do grupo B.
  3. C) internação, indução do parto por via vaginal devido a possibilidade de corioamnionite e hipoplasia pulmonar
  4. D) internação, repouso absoluto, neuroproteção fetal e indução do parto por via vaginal.

Pérola Clínica

RPMO < 34 sem → Internar, corticoide (maturação pulmonar), ATB (GBS), repouso relativo.

Resumo-Chave

Em casos de RPMO pré-termo entre 24 e 34 semanas, a conduta visa prolongar a gestação, otimizar a maturidade pulmonar fetal com corticosteroides e prevenir infecções com antibioticoterapia profilática, especialmente contra Streptococcus do grupo B. O repouso relativo é recomendado.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é denominada RPMO pré-termo (PPROM), afetando cerca de 2-4% das gestações e sendo uma das principais causas de parto prematuro. O diagnóstico é clínico, com a paciente relatando perda de líquido e confirmado pelo exame especular. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores infecciosos, inflamatórios e mecânicos que levam ao enfraquecimento das membranas. O diagnóstico é confirmado pela visualização do líquido amniótico no exame especular, teste de nitrazina positivo ou teste de cristalização em folha de samambaia. A idade gestacional é o fator determinante para a conduta, buscando-se a prolongação da gestação quando o feto é imaturo, desde que não haja sinais de infecção ou sofrimento fetal. O tratamento da RPMO pré-termo entre 24 e 34 semanas inclui internação, repouso relativo, uso de corticosteroides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturidade pulmonar fetal e antibioticoterapia profilática (geralmente ampicilina e eritromicina) para prolongar o período de latência e prevenir infecções, como a corioamnionite. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é considerada em gestações entre 24 e 32 semanas. O prognóstico depende da idade gestacional no momento da ruptura e da presença de complicações como infecção ou hipoplasia pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de Rotura Prematura de Membranas (RPMO)?

Os sinais incluem perda de líquido vaginal, que pode ser contínua ou intermitente, e pode ser confirmada por exame especular com visualização de líquido no canal cervical ou testes específicos.

Qual a conduta inicial para RPMO em gestação de 29 semanas?

A conduta inicial envolve internação, repouso relativo, administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia profilática para prevenir infecção.

Por que a antibioticoterapia é importante na RPMO pré-termo?

A antibioticoterapia é crucial para prevenir a corioamnionite e outras infecções maternas e fetais, além de prolongar o período de latência, especialmente contra o Streptococcus do grupo B.

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