FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Primigesta com 30 semanas e 2 dias chega ao pronto-socorro com queixa de perda de líquido pela vagina em grande quantidade há 30 minutos. O exame clínico confirma o diagnóstico de rotura prematura das membranas ovulares no pré-termo. Não há sinal de infecção, e o feto encontra-se com boa vitalidade fetal. Em relação à profilaxia da sepse neonatal pelo Streptococcus agalactiae, de acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
RPMO pré-termo sem infecção → Coletar cultura GBS, iniciar ATB (cobertura GBS), suspender ATB após 48h se sem TP.
Em casos de RPMO pré-termo sem sinais de infecção, a conduta inicial inclui a coleta de cultura para GBS e o início de antibioticoterapia profilática para prolongar a latência e prevenir infecção. Se o trabalho de parto não se iniciar em 48 horas, o antibiótico pode ser suspenso, aguardando o resultado da cultura.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) pré-termo, definida como a rotura antes das 37 semanas de gestação, é uma complicação obstétrica comum que aumenta o risco de prematuridade, infecção intra-amniótica e sepse neonatal. O manejo visa prolongar a latência da gestação, se possível, enquanto se previnem complicações infecciosas. A profilaxia para Streptococcus agalactiae (GBS) é uma preocupação central, pois a colonização materna por GBS é um fator de risco para sepse neonatal precoce. De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), em casos de RPMO pré-termo sem sinais de infecção, a conduta inicial inclui a coleta de cultura de secreção vaginal e anal para GBS e o início de antibioticoterapia empírica para prolongar a latência e prevenir infecção. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada e mantida por 48 horas. Se a gestante não evoluir para trabalho de parto nesse período, o antibiótico pode ser suspenso, aguardando o resultado da cultura de GBS. Se a cultura for positiva, a profilaxia intraparto com antibióticos específicos para GBS será administrada no momento do trabalho de parto ou antes da cesariana. Essa abordagem otimiza o uso de antibióticos e minimiza a resistência, ao mesmo tempo em que protege o feto.
A profilaxia é crucial para prevenir a sepse neonatal precoce por GBS, uma infecção grave que pode levar a morbimortalidade significativa no recém-nascido.
Geralmente, um esquema de latência é utilizado, como ampicilina por 48 horas, seguido por amoxicilina ou eritromicina, dependendo da sensibilidade e da presença de alergias.
A profilaxia intraparto é indicada para gestantes com cultura positiva para GBS, bacteriúria por GBS, história de filho com sepse neonatal por GBS, ou em casos de trabalho de parto pré-termo ou RPMO com status de GBS desconhecido.
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