RPMO com Trabalho de Parto: Conduta Essencial na Prematuridade

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024

Enunciado

Tercigesta, secundípara com 32 semanas e 4 dias, apresenta perda de líquido em grande quantidade por via vaginal e aumento de contrações uterinas há 1 hora. Ao exame físico: PA 110 x 70 mmHg, FC 80 bpm, temp 37,2 ºC, altura uterina 29 cm, dinâmica uterina 2 contrações de 40 segundos/10 min, BCF 156 bpm. Ao exame ginecológico: saída de líquido amniótico, colo esvaecido 70%, dilatado 3 cm. A conduta correta é iniciar

Alternativas

  1. A) nifedipina, ciclo de corticoide e sulfato de magnésio.
  2. B) nifedipina e profilaxia para estreptococos beta-hemolítico.
  3. C) ciclo de corticoide e profilaxia para estreptococos beta-hemolítico.
  4. D) nifedipina e metronidazol.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas pré-termo (RPMO) é uma complicação obstétrica comum que ocorre antes de 37 semanas de gestação e representa um fator de risco significativo para o trabalho de parto prematuro e infecção. O manejo adequado é crucial para otimizar os desfechos maternos e neonatais, sendo uma condição frequente em provas de residência médica. O diagnóstico é clínico, com a paciente relatando perda de líquido amniótico, e confirmado por exame ginecológico. A conduta depende da idade gestacional e da presença de infecção ou trabalho de parto. Entre 24 e 34 semanas, a prioridade é a maturação pulmonar fetal com corticosteroides para reduzir a morbimortalidade respiratória neonatal, e a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) para prevenir sepse neonatal. O tratamento envolve a administração de corticoides (betametasona ou dexametasona) e antibióticos para profilaxia de GBS, especialmente se o status for desconhecido ou positivo, ou se o trabalho de parto estiver estabelecido. A tocolise é geralmente evitada em trabalho de parto avançado ou na presença de RPMO devido ao risco de infecção. O sulfato de magnésio para neuroproteção é considerado em gestações com menos de 32 semanas. O objetivo é prolongar a gestação de forma segura, se possível, para permitir a ação dos corticoides, mas sempre monitorando sinais de infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais pilares do manejo da RPMO com trabalho de parto prematuro?

Os pilares incluem a maturação pulmonar fetal com corticosteroides, a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) devido ao risco de infecção neonatal, e a avaliação contínua para sinais de corioamnionite.

Quando o sulfato de magnésio é indicado na RPMO para neuroproteção fetal?

O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações com risco de parto prematuro antes de 32 semanas, ou até 32 semanas e 6 dias em algumas diretrizes, para reduzir o risco de paralisia cerebral.

Por que a tocolise é geralmente contraindicada em casos de RPMO com trabalho de parto ativo?

A tocolise é contraindicada em RPMO com trabalho de parto ativo devido ao risco aumentado de infecção materna (corioamnionite) e fetal, além de não haver benefício claro em prolongar a gestação nessas condições.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo