Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Primigesta de 33 semanas refere perda de líquido há 6 horas. Nega comorbidades. Refere boa movimentação fetal. Última consulta do pré-natal há 2 semanas. Exame obstétrico: altura uterina: 32 cm, 140 batimentos cardíacos fetais, dinâmica uterina ausente, colo impérvio. A conduta mais adequada é:
RPM pré-termo (33 sem) → conduta expectante, ATB para latência, corticoide para maturação pulmonar.
Em caso de Rotura Prematura de Membranas (RPM) em gestação pré-termo (33 semanas), a conduta mais adequada é expectante, com antibioticoterapia para prolongar a latência e profilaxia de infecção, e corticoterapia para acelerar a maturação pulmonar fetal. A sulfatação para neuroproteção é indicada antes de 32 semanas.
A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é denominada RPM pré-termo (RPMPT) e é uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal. O manejo da RPMPT depende crucialmente da idade gestacional, da presença de infecção e do bem-estar fetal. Em gestações entre 32 e 34 semanas, como no caso da questão (33 semanas), a conduta mais apropriada é geralmente expectante. Isso envolve a monitorização rigorosa da mãe e do feto para sinais de infecção (corioamnionite) ou sofrimento fetal. A antibioticoterapia é fundamental para prolongar o período de latência e reduzir o risco de infecção. A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é administrada para acelerar a maturação pulmonar fetal, diminuindo a incidência da síndrome do desconforto respiratório. A indução do trabalho de parto ou cesariana imediata é reservada para casos de corioamnionite, sofrimento fetal, descolamento prematuro de placenta ou falha da conduta expectante. O sulfato de magnésio para neuroproteção fetal é indicado em idades gestacionais mais precoces (geralmente antes de 32 semanas). O objetivo principal é prolongar a gestação o máximo possível, permitindo a maturação fetal, enquanto se minimizam os riscos de infecção.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é indicada na RPM pré-termo para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido.
A antibioticoterapia é administrada na RPM pré-termo para prolongar o período de latência (tempo entre a rotura e o parto) e para prevenir a infecção intra-amniótica (corioamnionite) e a sepse neonatal.
O sulfato de magnésio para neuroproteção fetal é indicado em gestações pré-termo com risco iminente de parto entre 24 e 31 semanas e 6 dias, não sendo rotineiramente usado após 32 semanas.
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