RPMO Pré-Termo (33 Semanas): Conduta e Antibioticoterapia

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023

Enunciado

Primigesta, 25 anos de idade, 33 semanas de gestação, refere perda de líquido em grande quantidade há 2 horas. Nega dores abdominais, nega comorbidades. Realizou pré-natal adequado. Entre as seguintes condutas, a mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar neuroproteção fetal e realizar parto cesáreo.
  2. B) Colher cultura de secreção vaginal e indução de parto com misoprostol.
  3. C) Realizar neuroproteção com sulfato de magnésio e aguardar parto espontâneo.
  4. D) Antibioticoterapia com ampicilina e azitromicina para prolongar o tempo de latência

Pérola Clínica

RPMO < 34 semanas: ATB (ampicilina + azitromicina) para prolongar latência e corticoterapia para maturação pulmonar.

Resumo-Chave

Em casos de RPMO pré-termo (33 semanas), a conduta visa prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal (corticoterapia) e prevenir infecções (antibioticoterapia), além de considerar a neuroproteção. A combinação de ampicilina e azitromicina é o esquema recomendado para prolongar o período de latência.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) pré-termo, definida como a rotura das membranas antes de 37 semanas de gestação e antes do início do trabalho de parto, é uma condição obstétrica comum e um fator de risco significativo para morbimortalidade neonatal. A conduta depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal. Em gestações entre 32 e 33 semanas e 6 dias, a conduta expectante é geralmente preferida, desde que não haja sinais de infecção intra-amniótica ou sofrimento fetal. O objetivo principal é prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal com corticoterapia (se ainda não administrada) e prevenir infecções. A antibioticoterapia é fundamental nesse período para prolongar o tempo de latência e reduzir o risco de corioamnionite e sepse neonatal. O esquema de antibioticoterapia recomendado inclui uma combinação de ampicilina e azitromicina, ou ampicilina e eritromicina, por um período de 7 dias. A neuroproteção com sulfato de magnésio é considerada em gestações mais jovens (24 a 32 semanas e 6 dias) com parto iminente. O parto cesáreo não é a conduta inicial, a menos que haja indicação obstétrica específica ou comprometimento fetal.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da antibioticoterapia na RPMO pré-termo?

A antibioticoterapia na RPMO pré-termo tem como objetivo prolongar o período de latência, ou seja, o tempo entre a rotura das membranas e o início do trabalho de parto, além de prevenir infecções maternas e fetais.

Quando a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada na RPMO?

A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada em gestações entre 24 e 32 semanas e 6 dias, quando o parto é iminente, para reduzir o risco de paralisia cerebral. No caso de 33 semanas, a indicação é mais restrita e depende da iminência do parto.

Qual o esquema de antibioticoterapia recomendado para RPMO pré-termo?

O esquema recomendado para prolongar o período de latência na RPMO pré-termo geralmente inclui ampicilina intravenosa seguida de amoxicilina oral, combinada com eritromicina ou azitromicina, por um período de 7 dias.

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