Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta sobre a conduta para uma gestante que procura o hospital com 33 semanas e história de perda de líquido vaginal há 2 horas. Nega dores.
RPMO pré-termo (<34s): Afastar infecção, corticoide para pulmão, ATB para latência. Não inibir contrações.
Em casos de Rotura Prematura de Membranas (RPMO) pré-termo entre 24 e 33 semanas e 6 dias, a conduta visa prolongar a gestação (aumentar o período de latência) para permitir a maturação pulmonar fetal com corticoides e prevenir infecções com antibióticos. A inibição do trabalho de parto não é recomendada, e a neuroproteção com sulfato de magnésio é indicada apenas em gestações mais jovens ou com risco iminente de parto.
A Rotura Prematura de Membranas (RPMO) pré-termo, definida como a rotura das membranas amnióticas antes das 37 semanas de gestação e antes do início do trabalho de parto, é uma das principais causas de prematuridade. Sua incidência varia, mas é responsável por uma parcela significativa dos partos prematuros, com riscos importantes para o feto, como infecção, hipoplasia pulmonar e deformidades ortopédicas. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados maternos e neonatais, sendo um tema recorrente em provas de residência médica.
A conduta inicial inclui afastar infecção clínica e laboratorial, administrar corticoide para maturação pulmonar fetal e iniciar antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é crucial para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência de Síndrome do Desconforto Respiratório e outras complicações neonatais em casos de parto prematuro.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações entre 24 e 32 semanas e 6 dias, quando o parto é iminente ou esperado dentro de 24 horas, visando reduzir o risco de paralisia cerebral.
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