UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Mulher, 32 anos, G2P1A0, IG: 33 semanas e 4 dias de idade gestacional, apresenta perda de líquido por via vaginal espontaneamente há 12 horas. Nega febre, dor abdominal, corrimento vaginal, traumas locais e problemas durante a gestação. Ao exame clínico: bom estado geral, corada, hidratada, afebril. Especular: saída de líquido cristalino pelo orifício cervical, sem odor fétido. Teste do fenol vermelho: pH 7,0. Teste da cristalização do líquido amniótico: aspecto de folha de samambaia. Dinâmica uterina ausente, altura uterina: 32cm. Cardiotocografia tranquilizadora. Sinais vitais maternos estáveis, BCF: 145bpm. Qual a próxima conduta?
RPMO pré-termo <34 semanas → Corticoide para maturação pulmonar + ATB para latência + considerar neuroproteção.
Em casos de Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) em gestação pré-termo (entre 24 e 34 semanas), a conduta padrão inclui corticoterapia para maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção. A indução do parto não é a conduta imediata, a menos que haja sinais de infecção ou sofrimento fetal.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, sendo uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal, especialmente por prematuridade e infecção. A incidência varia, mas é uma condição comum na obstetrícia. O diagnóstico é clínico, confirmado pela visualização de líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical, e pode ser auxiliado por testes como o do fenol vermelho (pH alcalino) e a cristalização em folha de samambaia. A conduta depende da idade gestacional e da presença de infecção. Em gestações entre 24 e 34 semanas, o objetivo é prolongar a gestação com segurança para permitir a maturação fetal. O manejo da RPMO pré-termo entre 24 e 34 semanas inclui a administração de corticoides (betametasona ou dexametasona) para maturação pulmonar fetal, antibioticoterapia profilática (geralmente ampicilina e eritromicina) para prolongar o período de latência e prevenir infecções, e, em alguns casos, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal. O parto é indicado se houver sinais de infecção (corioamnionite), sofrimento fetal ou trabalho de parto ativo.
Os pilares incluem a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal, antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, e monitoramento rigoroso materno-fetal para identificar sinais de corioamnionite ou sofrimento fetal.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações entre 24 e 32 semanas, quando o parto é iminente ou esperado dentro de 24 horas, reduzindo o risco de paralisia cerebral.
Sinais de alerta incluem febre materna, taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação, e líquido amniótico com odor fétido. A presença desses sinais indica a necessidade de interrupção da gestação.
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