Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Mulher com 32 semanas de idade gestacional procura pronto-socorro com história de ter perdido água pela vagina. Frente a essa queixa é correto
Suspeita de RPMO → confirmar com exame especular, avaliar vitalidade fetal e dinâmica uterina antes da conduta.
A abordagem inicial na suspeita de rotura prematura de membranas (RPMO) deve ser cuidadosa, evitando o toque vaginal para minimizar o risco de infecção. A confirmação é feita por exame especular, observando a saída de líquido amniótico, e testes complementares como cristalização ou nitrazina. A avaliação da vitalidade fetal e dinâmica uterina é crucial para definir a conduta.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma intercorrência obstétrica comum, com incidência de 3-18%, e é uma das principais causas de parto prematuro, infecção e morbimortalidade perinatal. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para otimizar os resultados maternos e neonatais. A fisiopatologia da RPMO envolve múltiplos fatores, incluindo infecções, inflamação, deficiências nutricionais e estresse oxidativo. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido e confirmado por exame especular, que permite visualizar o líquido amniótico fluindo pelo colo uterino. Testes complementares como o teste de nitrazina (pH alcalino) e o teste de cristalização (padrão de samambaia) podem auxiliar. É fundamental diferenciar de perda urinária ou corrimento. A conduta na RPMO depende da idade gestacional, presença de infecção e vitalidade fetal. Em gestações pré-termo, a conduta pode ser expectante com corticoterapia para maturação pulmonar e antibioticoprofilaxia, enquanto em gestações a termo, a indução do parto é geralmente indicada. A avaliação contínua da vitalidade fetal e a monitorização de sinais de infecção são pilares do manejo.
Os sinais incluem perda de líquido pela vagina, que pode ser contínua ou intermitente, e que não é urina ou corrimento vaginal.
A conduta inicial é confirmar a perda de líquido amniótico por exame especular, avaliar a vitalidade fetal e a presença de dinâmica uterina, evitando o toque vaginal.
O teste de cristalização, ou teste da samambaia, detecta a presença de líquido amniótico no conteúdo vaginal, que forma um padrão de samambaia ao secar em lâmina.
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