SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Diante de um quadro de rotura prematura das membranas ovulares (RPMO) é possível adotar conduta expectante para melhorar o prognóstico fetal relacionado à prematuridade, sendo a corioamnionite indicativo de interrupção da gestação. Sobre o manejo desta condição marque a alternativa INCORRETA:
Diagnóstico de RPMO: anamnese + exame físico + testes complementares (nitrazina, cristalização) para confirmação.
O diagnóstico de RPMO frequentemente requer a combinação de anamnese, exame físico e testes complementares (como teste de nitrazina ou cristalização em lâmina) para confirmação, pois a anamnese isolada não é suficiente na maioria dos casos.
A rotura prematura das membranas ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. É uma condição obstétrica comum que aumenta o risco de prematuridade, infecção intra-amniótica (corioamnionite) e outras complicações maternas e fetais. O manejo da RPMO é complexo e depende da idade gestacional, da presença de infecção e do bem-estar fetal. O diagnóstico de RPMO pode ser desafiador. Embora a anamnese (relato de perda de líquido) e o exame físico (visualização de líquido amniótico no espéculo) sejam fundamentais, eles não são conclusivos em todos os casos. Testes adicionais, como o teste do papel de nitrazina (que detecta pH alcalino do líquido amniótico), o teste de cristalização em lâmina (que mostra o "sinal de samambaia") e testes imunocromatográficos para proteínas específicas do líquido amniótico (PAMG-1, AFP), são frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico. A alternativa A está incorreta ao afirmar que o diagnóstico só é possível com anamnese e exame físico na metade das vezes, e que é necessário recorrer rotineiramente a testes adicionais. Na verdade, a anamnese e o exame físico são frequentemente suficientes, mas os testes adicionais são valiosos para casos duvidosos. A corioamnionite é uma complicação grave da RPMO, caracterizada por infecção e inflamação das membranas e do líquido amniótico. Seus critérios diagnósticos incluem febre materna, taquicardia materna e/ou fetal, útero irritável e secreção purulenta. Critérios laboratoriais como leucocitose e aumento do PCR também são importantes. A presença de corioamnionite é uma indicação absoluta para a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, e requer antibioticoterapia imediata de amplo espectro para prevenir sepse materna e neonatal. O esquema antibiótico deve ser mantido por até 48 horas pós-parto ou último pico febril.
Além da anamnese e exame físico (visualização de líquido amniótico), testes como o papel de nitrazina (pH alcalino), teste de cristalização em lâmina (sinal de samambaia) e testes imunocromatográficos (PAMG-1, AFP) são usados.
Os critérios incluem febre materna (≥ 37,8 °C), taquicardia materna (> 100 bpm) ou fetal (> 160 bpm), útero irritável, dor uterina e/ou saída de secreção purulenta com odor fétido pelo colo.
A corioamnionite é uma indicação para interrupção imediata da gestação, independentemente da idade gestacional, associada à antibioticoterapia de amplo espectro (ex: clindamicina + gentamicina).
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