RPMO: Diagnóstico Preciso e Manejo da Corioamnionite

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

Diante de um quadro de rotura prematura das membranas ovulares (RPMO) é possível adotar conduta expectante para melhorar o prognóstico fetal relacionado à prematuridade, sendo a corioamnionite indicativo de interrupção da gestação. Sobre o manejo desta condição marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico de RPMO só é possível de ser confirmado com anamnese e exame físico na metade das vezes, com necessidade de recorrer rotineiramente a algum teste adicional como: teste do fenol, avaliação direta do pH, papel de nitrazina, cristalização em lamina aquecida, entre outros.
  2. B) Dentre os critérios clínicos para o diagnóstico de coriamnionite temos: taquicardia materna (> 100 bpm) ou fetal (> 160 bpm), febre (≥ 37,8 °C), contrações uterinas irregulares (útero irritável), saída de secreção purulenta e/ou com odor pelo orifício externo do colo.
  3. C) Dentre os critérios de propedêutica complementar para o diagnóstico de coriamnionite temos: leucocitose (> 15.000 leucócitos/mL ou aumento de 20%), aumento do PCR em 20%, ausência de movimentos respiratórios fetais e diminuição abrupta do ILA.
  4. D) Na suspeição diagnóstica de corioamnionite deve haver instituição imediata de antibioticoterapia como por exemplo: Clindamicina 900 mg IV de 8 em 8 horas (ou 600 mg IV de 6 em 6 horas) + Gentamicina 1,5 mg/kg IV de 8 em 8 horas (ou 3,5-5,0 mg/kg em dose única diária).
  5. E) O esquema de antibiótico empregado deve ser mantido por até 48 horas do parto ou do último pico febril.

Pérola Clínica

Diagnóstico de RPMO: anamnese + exame físico + testes complementares (nitrazina, cristalização) para confirmação.

Resumo-Chave

O diagnóstico de RPMO frequentemente requer a combinação de anamnese, exame físico e testes complementares (como teste de nitrazina ou cristalização em lâmina) para confirmação, pois a anamnese isolada não é suficiente na maioria dos casos.

Contexto Educacional

A rotura prematura das membranas ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. É uma condição obstétrica comum que aumenta o risco de prematuridade, infecção intra-amniótica (corioamnionite) e outras complicações maternas e fetais. O manejo da RPMO é complexo e depende da idade gestacional, da presença de infecção e do bem-estar fetal. O diagnóstico de RPMO pode ser desafiador. Embora a anamnese (relato de perda de líquido) e o exame físico (visualização de líquido amniótico no espéculo) sejam fundamentais, eles não são conclusivos em todos os casos. Testes adicionais, como o teste do papel de nitrazina (que detecta pH alcalino do líquido amniótico), o teste de cristalização em lâmina (que mostra o "sinal de samambaia") e testes imunocromatográficos para proteínas específicas do líquido amniótico (PAMG-1, AFP), são frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico. A alternativa A está incorreta ao afirmar que o diagnóstico só é possível com anamnese e exame físico na metade das vezes, e que é necessário recorrer rotineiramente a testes adicionais. Na verdade, a anamnese e o exame físico são frequentemente suficientes, mas os testes adicionais são valiosos para casos duvidosos. A corioamnionite é uma complicação grave da RPMO, caracterizada por infecção e inflamação das membranas e do líquido amniótico. Seus critérios diagnósticos incluem febre materna, taquicardia materna e/ou fetal, útero irritável e secreção purulenta. Critérios laboratoriais como leucocitose e aumento do PCR também são importantes. A presença de corioamnionite é uma indicação absoluta para a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, e requer antibioticoterapia imediata de amplo espectro para prevenir sepse materna e neonatal. O esquema antibiótico deve ser mantido por até 48 horas pós-parto ou último pico febril.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais métodos para confirmar o diagnóstico de RPMO?

Além da anamnese e exame físico (visualização de líquido amniótico), testes como o papel de nitrazina (pH alcalino), teste de cristalização em lâmina (sinal de samambaia) e testes imunocromatográficos (PAMG-1, AFP) são usados.

Quais são os critérios clínicos para o diagnóstico de corioamnionite?

Os critérios incluem febre materna (≥ 37,8 °C), taquicardia materna (> 100 bpm) ou fetal (> 160 bpm), útero irritável, dor uterina e/ou saída de secreção purulenta com odor fétido pelo colo.

Qual a conduta para corioamnionite na RPMO?

A corioamnionite é uma indicação para interrupção imediata da gestação, independentemente da idade gestacional, associada à antibioticoterapia de amplo espectro (ex: clindamicina + gentamicina).

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