Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Uma primigesta com 33 semanas de gestação procurou o pronto-socorro, referindo perda de líquido por via vaginal. Ao exame, apresentava PA de 100 x 60 mmHg, pulso de 102 bpm, temperatura de 38,6 °C, dinâmica uterina ausente, movimentação fetal presente, colo amolecido e pérvio, 2 cm, e especular com saída de líquido esverdeado pelo orifício cervical. Ao toque vaginal, notou-se colo amolecido, anteriorizado e pérvio para 2 cm, e apresentação cefálica. Cardiotocografia mostrou frequência cardíaca basal de 160 bpm, variabilidade de 15 bpm, acelerações transitórias presentes e ausência de desacelerações. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para o paciente.
RPMO + febre + líquido esverdeado + taquicardia materna → Corioamnionite = ATB + indução do parto (sem corticoides).
A paciente apresenta Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) em 33 semanas, com sinais de infecção intra-amniótica (corioamnionite): febre (38,6°C), taquicardia materna (102 bpm) e líquido amniótico esverdeado. Nesses casos, a conduta é a interrupção da gestação para evitar complicações maternas e fetais, com administração de antibióticos e indução do parto, sem indicação de corticoides para maturação pulmonar, pois o benefício é superado pelo risco da infecção.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações pré-termo (antes de 37 semanas), como no caso de 33 semanas, a conduta é complexa e depende da presença de infecção intra-amniótica, conhecida como corioamnionite. A corioamnionite é uma infecção grave que pode levar a sepse materna e fetal, além de complicações neonatais. Os sinais de corioamnionite incluem febre materna (temperatura ≥ 38°C), taquicardia materna (>100 bpm), taquicardia fetal (>160 bpm), dor uterina à palpação e/ou secreção vaginal purulenta ou líquido amniótico fétido/esverdeado. No caso apresentado, a paciente tem febre, taquicardia materna e líquido amniótico esverdeado, configurando um quadro de corioamnionite. A cardiotocografia, embora mostre um padrão tranquilizador, não exclui a infecção. Diante de um diagnóstico de RPMO com corioamnionite, a conduta é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para evitar a progressão da infecção. A administração de antibióticos de amplo espectro é fundamental para tratar a infecção. A via de parto preferencial é a vaginal, através da indução do parto, a menos que haja uma contraindicação obstétrica para o parto vaginal. A administração de corticoides para maturação pulmonar fetal é contraindicada nesses casos, pois o benefício é superado pelo risco da infecção, e a gestação deve ser interrompida o mais breve possível.
Os sinais de corioamnionite incluem febre materna (>38°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação e/ou secreção vaginal purulenta ou líquido amniótico fétido/esverdeado.
A conduta é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, com administração de antibióticos de amplo espectro e indução do parto, preferencialmente por via vaginal, se não houver contraindicações obstétricas.
Em casos de corioamnionite, o risco de infecção materna e fetal é elevado, e a interrupção da gestação é prioritária. O benefício da maturação pulmonar com corticoides é superado pelos riscos da infecção, e a interrupção deve ser feita o mais rápido possível.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo