FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Primigesta de 33 semanas apresenta o diagnóstico de rotura prematura das membranas ovulares. Está correto, segundo a abordagem terapêutica,
RPMO 33 semanas → Corticoides para maturação pulmonar e antibioticoterapia empírica para prolongar latência.
Em casos de RPMO pré-termo (entre 24 e 34 semanas), a conduta inclui corticoprofilaxia para maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecção. O sulfato de magnésio é para neuroproteção fetal em partos iminentes antes de 32 semanas, e a indução imediata não é a primeira opção se não houver sinais de infecção ou sofrimento fetal.
A Rotura Prematura das Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, uma das principais causas de parto pré-termo e morbidade neonatal. A incidência varia de 2% a 4% das gestações, e o manejo adequado é crucial para otimizar os desfechos maternos e neonatais. A fisiopatologia central da RPMO envolve fatores como infecções cervicovaginais (especialmente por Streptococcus agalactiae), polidramnio, gestação múltipla e tabagismo. O diagnóstico é clínico, com a visualização do líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical, e pode ser confirmado por testes como o teste da nitrazina ou do fern. Em gestações pré-termo, o objetivo principal é prolongar a gestação (período de latência) sem comprometer a segurança da mãe e do feto. A conduta terapêutica na RPMO pré-termo (entre 24 e 34 semanas) inclui corticoprofilaxia para maturação pulmonar fetal (betametasona ou dexametasona) e antibioticoterapia empírica para prolongar a latência e prevenir infecções (ex: ampicilina e eritromicina). O sulfato de magnésio é considerado para neuroproteção fetal em partos iminentes antes de 32 semanas. A indução do parto é reservada para casos de corioamnionite, sofrimento fetal ou gestação a termo. A progesterona não tem papel na RPMO estabelecida. O rastreamento e tratamento do Streptococcus agalactiae são importantes, mas a antibioticoterapia empírica é iniciada antes dos resultados da cultura.
A corticoprofilaxia (com betametasona ou dexametasona) é fundamental na RPMO entre 24 e 34 semanas para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência de síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
A antibioticoterapia é iniciada para prolongar o período de latência (tempo entre a RPMO e o parto), prevenir a corioamnionite materna e a sepse neonatal, e reduzir a morbidade infecciosa. A ampicilina é uma das opções empíricas iniciais.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações com risco de parto iminente antes de 32 semanas (ou até 34 semanas em algumas diretrizes), independentemente da RPMO, para reduzir o risco de paralisia cerebral.
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