AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Paula está na trigésima quinta semana de gestação, sendo internada com queixa de perda de Iíquido vaginal há 8 horas. Sem contrações ao exame físico. G1P0. BCF 142 e apresentação cefálica. Você tem como hipótese diagnóstica rotura prematura de membranas “ovulares".O procedimento inicial indicado para confirmar o diagnóstico é
RPMO → Diagnóstico inicial = Exame especular para visualização de líquido amniótico.
O exame especular é o procedimento inicial e mais importante para confirmar a rotura prematura de membranas, permitindo a visualização direta do líquido amniótico extravasando pelo colo uterino ou acumulado no fundo de saco vaginal. Outros testes são complementares.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, sendo uma complicação obstétrica comum que afeta cerca de 3% das gestações a termo e 1% das gestações pré-termo. Sua importância clínica reside no risco aumentado de infecção materna e fetal (corioamnionite), prematuridade e prolapso de cordão umbilical, exigindo diagnóstico rápido e manejo adequado para otimizar os desfechos. O diagnóstico da RPMO é primariamente clínico, baseado na queixa de perda de líquido vaginal. O procedimento inicial e mais crucial para a confirmação é o exame especular, que permite a visualização direta do líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical ou acumulado no fundo de saco vaginal. Testes complementares incluem a medida do pH vaginal com papel de nitrazina (líquido amniótico é alcalino, pH > 6,5) e o teste de cristalização arboriforme (teste da samambaia), que detecta a presença de sais e proteínas do líquido amniótico. O manejo da RPMO depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal. Em gestações pré-termo, a conduta pode ser expectante com corticoterapia para maturação pulmonar e antibioticoprofilaxia. Em gestações a termo, a indução do trabalho de parto é geralmente indicada. É fundamental evitar o toque vaginal bidigital desnecessário, pois aumenta o risco de infecção e deve ser reservado para avaliação da dilatação cervical após a confirmação do diagnóstico e decisão pela indução ou parto.
O primeiro passo é o exame especular para visualizar o extravasamento de líquido amniótico pelo colo uterino.
O toque vaginal aumenta o risco de infecção intra-amniótica, devendo ser evitado até que o diagnóstico seja confirmado e a conduta definida.
Além do exame especular, o teste de nitrazina (pH vaginal alcalino) e o teste de cristalização arboriforme (teste da samambaia) são utilizados para confirmar a presença de líquido amniótico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo