SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Gestante com idade gestacional de 31 semanas, chega à maternidade com queixas de perda líquida pela vagina, em pequena quantidade. Nega cólicas. A conduta inicial preconizada é:
Perda líquida vaginal em gestante → exame especular para confirmar RPMO e avaliar colo.
Em gestantes com suspeita de rotura prematura de membranas (RPMO), o exame especular é a conduta inicial prioritária. Ele permite visualizar a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical, coletar material para testes confirmatórios (pH, teste da samambaia) e avaliar o colo uterino, minimizando o risco de infecção associado ao toque vaginal desnecessário.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. É uma complicação obstétrica comum, afetando cerca de 3% das gestações a termo e 1% das gestações pré-termo, sendo uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal. A suspeita clínica surge com a queixa de perda líquida vaginal. O diagnóstico da RPMO é fundamentalmente clínico. A conduta inicial preconizada é o exame especular, que permite a visualização direta do colo uterino e a confirmação da saída de líquido amniótico. Testes complementares, como o teste do pH (papel nitrazina) e o teste da samambaia (cristalização do líquido amniótico em lâmina), podem ser realizados para confirmar a presença de líquido amniótico. A ultrassonografia pode auxiliar na avaliação do volume de líquido amniótico, mas não é diagnóstica por si só. O toque vaginal deve ser evitado na avaliação inicial da RPMO, especialmente em gestações pré-termo, devido ao risco aumentado de infecção. Uma vez confirmado o diagnóstico, a conduta dependerá da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal, podendo variar de conduta expectante com corticoterapia e antibioticoprofilaxia a indução do parto.
Os sinais de RPMO incluem perda líquida vaginal, que pode ser contínua ou intermitente, sem cólicas. O líquido é geralmente claro e inodoro, mas pode ser amarelado ou esverdeado.
A conduta inicial é o exame especular para visualizar a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical e coletar amostras para testes confirmatórios, como o teste do pH e o teste da samambaia.
O toque vaginal deve ser evitado na suspeita de RPMO, pois pode aumentar o risco de infecção intra-amniótica, especialmente se o diagnóstico for confirmado e a gestação for pré-termo.
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