RPMO: Manejo, Complicações e Condutas Essenciais

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023

Enunciado

A rotura prematura das membranas ovulares é definida como a rotura espontânea das membranas coriônica e amniótica antes do início do trabalho de parto. Sobre esta importante condição complicadora da gravidez, analise as seguintes afirmativas:I. O período de latência é inversamente relacionado com a idade gestacional em que ocorreu a rotura das membranas.II. São complicações fetais hipoplasia pulmonar, prematuridade e infecção neonatal.III. Como a prematuridade aumenta a morbidade e a mortalidade neonatais, a inibição do trabalho de parto prematuro nestes casos leva a uma melhor taxa de sobrevida neonatal.IV. A antibioticoprofilaxia aumenta o período de latência e diminui a morbidade e a letalidade neonatais. Estão corretas as afirmativas

Alternativas

  1. A) II, III e IV, apenas.
  2. B) I, III e IV, apenas.
  3. C) I, II e IV, apenas.
  4. D) I, II e III, apenas.

Pérola Clínica

RPMO: Período latência inversamente proporcional IG. Complicações: prematuridade, infecção, hipoplasia pulmonar. Tocólise NÃO indicada. ATB profilaxia ↑ latência ↓ morbidade.

Resumo-Chave

Na Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO), o período de latência é maior quanto menor a idade gestacional. A tocólise não é rotineiramente indicada, mas a antibioticoprofilaxia e os corticosteroides são cruciais para prolongar a gestação e reduzir a morbidade neonatal.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a rotura espontânea das membranas coriônica e amniótica antes do início do trabalho de parto. É uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade perinatal. A incidência varia, mas é uma condição obstétrica comum que exige manejo cuidadoso. A fisiopatologia envolve fatores como infecções cervicovaginais, deficiência de colágeno e estresse mecânico. As principais complicações fetais incluem prematuridade, infecção neonatal (corioamnionite, sepse), hipoplasia pulmonar (em gestações muito precoces) e compressão do cordão umbilical. O período de latência (tempo entre a RPMO e o parto) é inversamente relacionado à idade gestacional, sendo maior em gestações mais jovens. O tratamento da RPMO depende da idade gestacional. Em gestações pré-termo, o manejo conservador com antibioticoprofilaxia (para prolongar o período de latência e reduzir infecções) e corticosteroides (para maturação pulmonar fetal) é a conduta padrão. A tocólise não é rotineiramente recomendada. O prognóstico fetal melhora significativamente com a maturação pulmonar e a prevenção de infecções.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações fetais da RPMO?

As principais complicações incluem prematuridade (a mais comum), infecção neonatal (sepse, pneumonia), hipoplasia pulmonar (em RPMO muito precoce) e deformidades ortopédicas.

Qual o papel da antibioticoprofilaxia na RPMO?

A antibioticoprofilaxia (geralmente com ampicilina e eritromicina) é indicada na RPMO pré-termo para prolongar o período de latência, reduzir a incidência de corioamnionite e diminuir a morbidade infecciosa neonatal.

Por que a tocólise não é recomendada na RPMO?

A tocólise não é recomendada na RPMO pois não demonstrou melhorar a sobrevida neonatal e pode aumentar o risco de infecção materna e fetal ao prolongar a exposição à cavidade uterina aberta.

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