RPMO Pré-Termo: Conduta Essencial em Gestantes <34 Semanas

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, 33 semanas e 1 dia de gestação, dá entrada no pronto-socorro com queixa de perda de líquido via vaginal há 40 minutos. Ao exame: BEG, corada, hidratada, afebril, PA 120 x 80 mmHg, pulso 85 bpm, AU: 30 cm, DU ausente, especular com saída de líquido claro com grumos finos pelo orifício externo do colo uterino, com Ph alcalino. Qual melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Internação, corticoprofilaxia e uso de sulfato de magnésio.
  2. B) Solicitar ultrassonografia e internação apenas se ILA reduzido.
  3. C) Internação, corticoprofilaxia e controle infeccioso.
  4. D) Realizar prova do forro e, se positiva, indução do parto.
  5. E) Internação, hidratação e inibição do trabalho de parto prematuro.

Pérola Clínica

RPMO <34 semanas: Internar, corticoprofilaxia, antibióticos (controle infeccioso).

Resumo-Chave

A perda de líquido vaginal com pH alcalino em gestante de 33 semanas e 1 dia sugere fortemente rotura prematura de membranas pré-termo (RPMO). A conduta inclui internação, corticoprofilaxia para maturação pulmonar fetal e antibióticos para prevenir infecção, que é a principal complicação. O sulfato de magnésio é para neuroproteção em gestações <32 semanas.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, afetando cerca de 2-4% das gestações e sendo uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para otimizar os desfechos materno-fetais. O diagnóstico da RPMO é clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e confirmado por exame especular que revela saída de líquido claro pelo colo, com pH alcalino (teste de nitrazina positivo) e/ou teste de cristalização em samambaia positivo. A ultrassonografia pode mostrar oligo-hidrâmnio, mas não é diagnóstica por si só. A idade gestacional é um fator determinante na conduta. Em gestações entre 24 e 34 semanas, a conduta padrão inclui internação, corticoprofilaxia para maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia para prolongar o período de latência e prevenir infecções maternas (corioamnionite) e fetais. O sulfato de magnésio para neuroproteção é considerado em gestações <32 semanas. A inibição do trabalho de parto é controversa na RPMO e geralmente não é a primeira linha de tratamento devido ao risco de infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais diagnósticos de Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO)?

Os sinais incluem perda de líquido vaginal, teste de nitrazina positivo (pH alcalino), teste de cristalização em samambaia positivo e, em alguns casos, visualização direta do líquido amniótico saindo do colo uterino.

Por que a corticoprofilaxia é indicada na RPMO pré-termo?

A corticoprofilaxia (betametasona ou dexametasona) é indicada para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em fetos com idade gestacional entre 24 e 34 semanas.

Qual a importância do controle infeccioso na RPMO e como é realizado?

O controle infeccioso é crucial devido ao risco aumentado de corioamnionite e sepse neonatal. É realizado com antibioticoterapia de amplo espectro, geralmente ampicilina e eritromicina, para prolongar a latência e prevenir infecções.

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