UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
"A incidência da rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) varia de 3 a 18,5%. Acontece em aproximadamente 8 a 10% das pacientes com gestação a termo”. Sobre o tema, assinale a melhor alternativa.
RPMO + Corioamnionite → interrupção da gestação imperativa, independente da idade gestacional.
A corioamnionite é uma infecção intra-amniótica grave que, na presença de RPMO, representa risco iminente para a mãe (sepse) e para o feto (sepse neonatal, óbito). Nesses casos, a interrupção da gestação é a conduta prioritária para controlar a infecção e salvar a vida da mãe, independentemente da idade gestacional.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é uma complicação obstétrica comum, definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Sua incidência varia e é um fator de risco significativo para parto prematuro e infecção intra-amniótica. O manejo da RPMO depende da idade gestacional, da presença de infecção e do bem-estar fetal. A corioamnionite, uma infecção e inflamação das membranas fetais e do líquido amniótico, é a complicação mais grave da RPMO. Quando a corioamnionite é diagnosticada, a interrupção da gestação torna-se imperativa, independentemente da idade gestacional. Isso ocorre porque a infecção representa um risco de vida iminente para a mãe (sepse, choque séptico) e para o feto (sepse neonatal, pneumonia, hemorragia intraventricular, óbito). O tratamento inclui antibioticoterapia de amplo espectro e a resolução da gravidez, seja por indução do parto ou cesariana, dependendo das condições obstétricas. É importante ressaltar que nem todos os fatores de risco para RPMO são evitáveis (ex: gemelaridade, incompetência istmo-cervical). O diagnóstico clínico da RPMO é geralmente confirmado por exames como o teste da nitrazina ou do fern, não necessitando de ultrassonografia para ratificação do quadro de rotura, embora o ultrassom seja útil para avaliar o volume de líquido amniótico. As normativas legais para interrupção da gravidez são específicas e não amparam a interrupção em qualquer fase da gestação sob a ótica materna, a menos que haja risco de vida para a mãe ou em casos de anencefalia fetal. A ausência de tônus fetal não é o principal marcador cardiotocográfico de comprometimento na amniorrexe; desacelerações variáveis ou tardias e a ausência de variabilidade são mais relevantes.
Os sinais incluem febre materna (>38°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação e líquido amniótico fétido. A leucocitose materna também é um achado comum.
A interrupção é crucial para prevenir a progressão da infecção para sepse materna e neonatal. A manutenção da gestação sob infecção ativa aumenta drasticamente os riscos de morbimortalidade para ambos.
Fatores de risco incluem infecções genitais (vaginose bacteriana, infecções sexualmente transmissíveis), sangramento vaginal no segundo e terceiro trimestres, tabagismo, baixo índice de massa corporal, polidramnia, gestação múltipla e incompetência istmo-cervical.
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