FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Primigesta de 20 anos de idade, com idade gestacional de 25 semanas, é admitida no serviço de urgência obstétrica com diagnóstico de rotura prematura de membranas ovulares. O uso de corticóide nestes casos, tem sido:
RPMO 25 semanas → Corticoide para maturação pulmonar e ↓ risco de enterocolite necrotizante.
Em casos de rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) entre 24 e 34 semanas de gestação, a administração de corticoides (betametasona ou dexametasona) é indicada para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência de complicações neonatais graves, como a síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é uma complicação obstétrica comum, definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes das 37 semanas de gestação, é chamada de RPMO pré-termo, e é uma das principais causas de parto prematuro, aumentando significativamente a morbimortalidade neonatal. A idade gestacional de 25 semanas coloca o feto em alto risco de complicações relacionadas à prematuridade. A fisiopatologia da RPMO envolve fatores como infecções, inflamação, deficiências nutricionais e estresse mecânico. O diagnóstico é clínico, confirmado por testes como o teste da nitrazina ou cristalografia. A conduta na RPMO pré-termo visa prolongar a gestação, se possível, e otimizar as condições do feto para o nascimento, sendo a administração de corticoides antenatais um pilar fundamental. Os corticoides (betametasona ou dexametasona) são administrados para induzir a maturação pulmonar fetal, estimulando a produção de surfactante. Além disso, eles demonstraram reduzir a incidência de outras complicações graves da prematuridade, como a hemorragia intraventricular, a leucomalácia periventricular e, como a questão aponta, a enterocolite necrotizante. A indicação padrão é para gestações entre 24 e 34 semanas, com evidências crescentes de benefício até 36 semanas e 6 dias em cenários selecionados.
A principal indicação do corticoide na RPMO é a aceleração da maturação pulmonar fetal, visando reduzir a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido prematuro.
Além da maturação pulmonar, os corticoides antenatais reduzem o risco de hemorragia intraventricular, leucomalácia periventricular e enterocolite necrotizante em recém-nascidos prematuros.
Os corticoides são indicados para gestantes com risco de parto prematuro ou RPMO entre 24 e 34 semanas de gestação, podendo ser considerados até 36 semanas e 6 dias em algumas situações específicas.
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