RPMO em Pré-termo: Conduta na Rotura Prematura de Membranas

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023

Enunciado

Gestante de risco habitual, na 31ª semana, comparece para atendimento de emergência relatando perda de líquido por via vaginal há 4 horas. Exame físico geral sem alterações. Ao exame obstétrico, apresenta altura uterina de 29 cm, batimento cardíaco fetal: 148 bpm, dinâmica uterina ausente e exame especular: colo entreaberto, com saída de líquido pelo canal cervical. De acordo com esses dados, é correto realizar a seguinte conduta:

Alternativas

  1. A) Internação, repouso absoluto, inibição profilática do trabalho de parto prematuro e neuroproteção fetal.
  2. B) Aguardar resultado do exame ultrassonográfico para confirmar a hipótese de bolsa rota, depois iniciar as condutas.
  3. C) Internação, preparo do colo e indução imediata do parto por via vaginal devido a possibilidade de corioamnionite e hipoplasia pulmonar.
  4. D) Internação, repouso relativo, aceleração da maturidade pulmonar fetal com corticoide e antibioticoprofilaxia para Streptococcus do grupo B.

Pérola Clínica

RPMO 31 semanas → Internar, corticoide (maturação pulmonar), ATB profilático (Streptococcus B).

Resumo-Chave

Em caso de Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) em gestação pré-termo (31 semanas), a conduta inicial visa prolongar a gestação com segurança, promover a maturação pulmonar fetal com corticoides e prevenir infecções com antibioticoprofilaxia, especialmente para Streptococcus do grupo B. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada em idades gestacionais mais baixas (geralmente < 32 semanas).

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é uma condição obstétrica comum, definida pela rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações pré-termo (antes de 37 semanas), como no caso de 31 semanas, o manejo é complexo e visa otimizar os resultados maternos e neonatais. A conduta inicial envolve a internação hospitalar para monitoramento rigoroso da mãe e do feto, com foco na detecção de sinais de infecção (corioamnionite) e bem-estar fetal. A administração de corticosteroides (betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal. A antibioticoprofilaxia é indicada para prolongar o período de latência e prevenir infecções maternas e neonatais, sendo a cobertura para Streptococcus do grupo B essencial. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é uma medida importante, mas sua indicação primária se estende até 32 semanas de gestação. Em 31 semanas, a prioridade é a maturação pulmonar e a prevenção de infecção, buscando prolongar a gestação o máximo possível, desde que não haja sinais de comprometimento materno ou fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do manejo da RPMO em gestações pré-termo?

Os pilares incluem a internação hospitalar, monitoramento materno-fetal, uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal, antibioticoprofilaxia para prevenir infecções e, em idades gestacionais específicas, neuroproteção fetal.

Por que a antibioticoprofilaxia é crucial na RPMO?

A antibioticoprofilaxia é crucial para prevenir a corioamnionite e a sepse neonatal, especialmente contra o Streptococcus do grupo B, que pode ascender pelo canal cervical após a rotura das membranas.

Quando a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada na RPMO?

A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é geralmente indicada em gestações com idade entre 24 e 32 semanas, visando reduzir o risco de paralisia cerebral em recém-nascidos prematuros.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo