RPMO 34 Semanas: Conduta e Decisão do Parto

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

R.B.S., 34 anos, GIII PII 2C A0, IG 34 semanas, deu entrada no pronto-socorro com queixa de perda de líquido há 1 hora. Ao exame: PA 120 x 70 mmHg, BCF: 130 bpm, dinâmica uterina ausente. TV colo 2 cm, grosso e posterior. Especular: saída de líquido claro sem grumos pelo orifício externo do colo uterino. Assinale a alternativa que representa a conduta correta.

Alternativas

  1. A) Parto cesariano.
  2. B) Solicitar exames laboratoriais e corticoide para maturação pulmonar fetal.
  3. C) Indução do trabalho de parto com ocitocina EV.
  4. D) Misoprostol para preparo de colo uterino.
  5. E) Sulfato de magnésio EV, corticoide IM e parto cesariano após 4h.

Pérola Clínica

RPMO com 34 semanas + BCF normal + colo desfavorável → Parto cesariano.

Resumo-Chave

Em casos de Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) em gestações de 34 semanas, a conduta geralmente é o parto. Embora a maturação pulmonar fetal com corticoides seja considerada até 34 semanas e 6 dias, a opção de cesariana é indicada aqui devido à idade gestacional e ao colo desfavorável, especialmente se houver risco de infecção ou sofrimento fetal. A alternativa A é a mais direta e segura, considerando o cenário.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, uma condição que afeta 2-4% das gestações e é uma das principais causas de parto pré-termo. O manejo da RPMO pré-termo depende da idade gestacional, do bem-estar fetal e da presença de infecção. No caso de uma gestante com 34 semanas e RPMO, a conduta é complexa e visa equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos de infecção intrauterina (corioamnionite) e outras complicações associadas à latência prolongada. Embora a administração de corticoides para maturação pulmonar seja recomendada até 34 semanas e 6 dias, a decisão pelo parto é frequentemente priorizada a partir de 34 semanas para reduzir o risco de infecção. A via de parto (vaginal ou cesariana) é determinada por fatores obstétricos. No cenário apresentado, com um colo uterino desfavorável (grosso e posterior) e a idade gestacional de 34 semanas, a indução do trabalho de parto vaginal pode ser prolongada e aumentar o risco de corioamnionite. Portanto, o parto cesariano torna-se a conduta mais segura e apropriada para evitar complicações maternas e fetais, garantindo a rápida resolução da gestação.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) em 34 semanas de gestação?

Em gestações com 34 semanas e RPMO, a conduta geralmente é o parto. Embora a maturação pulmonar com corticoides possa ser considerada até 34 semanas e 6 dias, a decisão pelo parto é priorizada para reduzir riscos de infecção e outras complicações.

Quando é indicado o parto cesariano em casos de RPMO pré-termo?

O parto cesariano é indicado em casos de RPMO pré-termo quando há contraindicações ao parto vaginal, como apresentação anômala, sofrimento fetal, ou quando o colo uterino é desfavorável e a indução vaginal não é apropriada ou segura, como no caso de 34 semanas com colo grosso e posterior.

Qual o papel dos corticoides na RPMO em 34 semanas?

Os corticoides para maturação pulmonar fetal são recomendados entre 24 e 34 semanas e 6 dias de gestação em casos de RPMO. Embora a paciente esteja em 34 semanas exatas, a decisão pelo parto imediato pode sobrepor a necessidade de aguardar o efeito completo do corticoide, especialmente se houver outros fatores de risco ou um colo desfavorável.

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