UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Qual seria a melhor conduta para uma primigesta internada com 35 semanas de gestação (comprovada por ultrassonografia de 1º trimestre e certeza de última menstruação), com rotura prematura de membranas ovulares confirmada clinicamente?
RPMO ≥ 34 semanas → Indução do parto após avaliação da vitalidade fetal para reduzir risco de infecção.
Em gestações com rotura prematura de membranas (RPMO) ≥ 34 semanas, a conduta expectante aumenta o risco de corioamnionite sem benefício significativo na morbimortalidade neonatal. A indução do parto é preferível após avaliação da vitalidade fetal.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, sendo uma complicação obstétrica comum que afeta cerca de 3% das gestações. Sua importância clínica reside no risco aumentado de infecção materna (corioamnionite) e fetal, prematuridade e suas complicações. O manejo adequado depende crucialmente da idade gestacional. O diagnóstico de RPMO é clínico, baseado na história de perda de líquido e confirmado por exame especular. A fisiopatologia envolve fatores como infecções, polidramnio, gestação múltipla e deficiências nutricionais. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com queixa de perda de líquido vaginal. Em gestações com RPMO ≥ 34 semanas, a conduta recomendada é a indução do parto, após avaliação da vitalidade fetal. O objetivo é reduzir o risco de infecção, que aumenta com o tempo de latência, sem os benefícios da conduta expectante observados em idades gestacionais mais precoces. Corticoides para maturação pulmonar não são rotineiramente indicados após 34 semanas, e a tocólise é contraindicada.
Os sinais incluem perda de líquido amniótico pela vagina, que pode ser contínua ou intermitente, e pode ser confirmada por exame especular com visualização do líquido no fórnice posterior, teste de nitrazina ou teste de cristalização.
A indução do parto reduz o risco de infecção materna (corioamnionite) e neonatal, sem aumentar significativamente a morbidade respiratória neonatal, que já é baixa nessa idade gestacional.
Corticoides são indicados para maturação pulmonar fetal em gestações < 34 semanas. A tocólise é geralmente contraindicada na RPMO, exceto em situações muito específicas para permitir o transporte ou a administração de corticoides.
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