SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 32 anos, gestante de 36 semanas pela DUM, dá entrada na emergência referindo perda moderada de liquido claro pela vagina há cerca de 5 horas. Nega dores abdominais. Relata que na sua gestação anterior teve perda de liquido no final da gestação. A ausculta do BCF estava normal (144 bpm). Qual a conduta mais adequada para essa paciente?
RPMO a termo (≥37 sem): confirmar com espéculo + manobras, internar, induzir parto com ocitocina e iniciar antibioticoprofilaxia.
Em gestantes a termo com suspeita de RPMO, a confirmação diagnóstica deve ser feita por exame especular, evitando o toque vaginal inicial. Uma vez confirmada, a conduta é a indução do parto para reduzir o risco de infecção materno-fetal, associada à profilaxia antibiótica.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo (≥37 semanas de gestação), a principal preocupação é o risco de infecção materno-fetal, como a corioamnionite e a sepse neonatal. A história de perda de líquido claro pela vagina é o principal sintoma, e a confirmação diagnóstica é fundamental para a conduta adequada. O diagnóstico de RPMO é estabelecido preferencialmente pela visualização direta do líquido amniótico escoando pelo colo uterino durante o exame com espéculo estéril. Manobras como a de Valsalva ou a compressão do fundo uterino podem auxiliar na visualização. É crucial evitar o toque vaginal antes da confirmação, pois pode aumentar o risco de infecção. Testes complementares como o teste da nitrazina (que detecta pH alcalino do líquido amniótico) e o teste do fern (cristalização do líquido amniótico) podem ser úteis. Uma vez confirmada a RPMO a termo, a conduta mais adequada é a internação da paciente e a indução do trabalho de parto, geralmente com ocitocina intravenosa, para acelerar o nascimento e minimizar o período de latência, reduzindo o risco de infecção. A antibioticoprofilaxia de amplo espectro é recomendada durante o trabalho de parto e até o pós-parto imediato para prevenir a corioamnionite e a sepse neonatal. Não há benefício em prolongar a gestação em casos de RPMO a termo.
O diagnóstico é feito principalmente pela visualização direta do líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical durante o exame especular, que pode ser facilitado por manobras de Valsalva ou compressão do fundo uterino. Testes complementares como o teste da nitrazina ou fern test podem ser utilizados.
A conduta padrão é a internação e a indução do parto, geralmente com ocitocina, para reduzir o risco de corioamnionite e outras complicações infecciosas. A profilaxia antibiótica também é indicada.
A profilaxia antibiótica é crucial para prevenir infecções maternas (como corioamnionite) e neonatais (como sepse neonatal), que são as principais complicações da RPMO devido à perda da barreira protetora das membranas.
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