FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Gestante na 29ª semana da entrada na Unidade de Pronto Atendimento Obstétrico com história de perda de líquido por via vaginal há 4 horas. Foi realizado exame especular, confirmando, junto com a história referida pela paciente, o diagnóstico de rotura prematura de membranas ovulares. Como propedêutica complementar, foi realizado o Fem test ou teste da lâmina aquecida. Nesse teste, qual aspecto é observado na imagem microscópica da lâmina de vidro:
RPMO: Teste da samambaia (Fem test) revela cristalização em folha de samambaia do líquido amniótico.
O teste da samambaia (Fem test) é um método simples e eficaz para diagnosticar a Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO). Ele se baseia na capacidade do líquido amniótico de formar um padrão de cristalização característico, semelhante a folhas de samambaia, quando seco em uma lâmina de vidro, devido à sua composição salina e proteica.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma condição obstétrica comum e de grande importância, pois está associada a riscos significativos para a mãe e o feto, como infecção intra-amniótica, parto prematuro e prolapso de cordão. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado. O diagnóstico de RPMO baseia-se na história clínica de perda de líquido vaginal, exame especular que pode evidenciar a saída de líquido pelo colo uterino, e testes complementares. Entre eles, o teste da samambaia (ou Fem test) é um método clássico e de baixo custo. Ele consiste na observação microscópica de uma amostra de secreção vaginal seca, onde a presença de líquido amniótico, rico em cloreto de sódio e proteínas, forma um padrão de cristalização característico, semelhante a folhas de samambaia. Outros testes incluem o teste de nitrazina, que detecta o pH alcalino do líquido amniótico (diferente do pH ácido vaginal), e testes imunocromatográficos que identificam proteínas específicas do líquido amniótico, como a proteína de ligação do fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGFBP-1) ou a alfa-fetoproteína. O manejo da RPMO depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal, podendo variar de conduta expectante com corticoterapia e antibióticos a indução do parto.
Uma amostra de secreção vaginal é coletada, espalhada em uma lâmina de vidro e deixada secar ao ar. Em seguida, é observada sob o microscópio para identificar o padrão de cristalização.
A presença de cristalização em folha de samambaia é um sinal positivo para a presença de líquido amniótico, confirmando o diagnóstico de Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO).
Os diagnósticos diferenciais incluem corrimento vaginal fisiológico, infecções vaginais, perda de urina por incontinência e tampão mucoso.
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